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quinta-feira, 2 abril, 2020

A economia entre as razões de Estado e as de governo

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“O chefe do Executivo tem que agir como chefe de Estado. Precisa, então, separar suas posições pessoais e militares, das requeridas para um presidente da República.”

O Brasil é um país sui generis. Rico em recursos naturais; com clima e vegetação favoráveis para agricultura, pecuária, e indústria do turismo; fronteira terrestre com nove dos 11 países sul-americanos, e extensa fronteira marítima pelo Atlântico, que lhe dá acesso fácil a vários países; e é o 10º melhor mercado mundial.

Com essas credenciais poderia ser um país desenvolvido – econômica e socialmente. Mas não é.

Tem baixíssimo dinamismo econômico; está estagnado no subdesenvolvimento; não tem competitividade, por isso tem pequena inserção externa; é um dos mercado mais difíceis para se fazer negócios; e sua mão-de-obra é de baixa qualificação. A economia está quase paralisada – sem investimento e sem consumo.

Esse quadro sugere que para recuperar seu dinamismo tem pela frente uma extensa agenda de mudanças, reforçada pela 4ª Revolução Industrial que virou de ponta cabeça o seu paradigma de industrialização – reserva de mercado e substituição de importação.
E, apesar de já tê-lo abandonado desde os anos 1990, ainda não se livrou de sua herança maldita – atraso tecnológico e ineficiência alocativa – que ainda assombra seu parque produtivo, inclusive e principalmente, a maior parte da indústria de transformação. Tem um ineficiente sistema de ensino que o impede que formar capital humano, fundamental para utilizar e/ou desenvolver tecnologia.

“Por isso há razões de Estado para que mobilize ações que solucionem, prioritariamente, os entraves institucionais, econômicos, e sociais, ao desenvolvimento sustentável do País; que estão esbarrando nas razões de grupos de dentro do Governo para atenuá-las ou adiá-las.”

Como para alcançar a nova fronteira tecnológica precisa redirecionar seu parque produtivo para a rota da eficiência, progresso técnico, e inovação, cumprir a agenda é uma urgência e um desafio. Ele não tem meios adequados para implementá-la. Faltam-lhe os domínio dos parâmetros que agora norteiam o processo produtivo: Ciência, Tecnologia e Inovação. A onda agora é Big Data, Internet das Coisas, Inteligência Artificial, Biotecnologia, Drones, Energia Renovável.

Por isso há razões de Estado para que mobilize ações que solucionem, prioritariamente, os entraves institucionais, econômicos, e sociais, ao desenvolvimento sustentável do País; que estão esbarrando nas razões de grupos de dentro do Governo para atenuá-las ou adiá-las.

O país enfrenta uma situação complexa e de solução difícil que requer uma posição de Estado por parte do Chefe do Executivo para negociar com o Legislativo, as mudanças que permitirão a economia crescer sem distorções.

Para isso, o chefe do Executivo tem que agir como chefe de Estado. Precisa, então, separar suas posições pessoais e militares, das requeridas para um presidente da República. Não pode perder tempo com aspectos secundários das rotinas escolares – cantar hino, por exemplo – e tratar logo de assegurar que a estrutura de ensino entre na rota da qualidade; que a reforma da previdência elimine os privilégios (inclusive dos seus pares militares) e dê sustentabilidade atuarial para os pagamentos das pensões e aposentadorias; que parcerias público-privadas construam infraestrutura para melhorar atratividade de seu mercado.

Esses comportamentos melhorariam as condições institucionais da economia brasileira abrindo espaço para a tecnologia entrar; enquanto retirariam espaço para anacrônicos comportamentos nepotistas e fisiológicos, como os que o presidente tem permitido que os seus filhos adotem, que comprometem a execução das mudanças estruturais necessárias para a retomada do crescimento da economia brasileira.


Arilda Teixeira é Economista e professora da Fucape Business School

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