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sábado, 4 dezembro, 2021

“Demissão dos secretários de Tesouro e Orçamento é um retrocesso”, diz economista

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Para o Brasil conseguir chegar a uma estrutura institucional que garantisse o respeito ao dinheiro público passaram-se 500 anos

Por Arilda Teixeira

É lamentável assistir ao desmonte da estrutura criada em 2014, para barrar o ímpeto perdulário da Administração Pública brasileira, que estamos na iminência de presenciar, devido a predominância da prevaricação política esparramada pelos corredores dos três poderes da República Brasileira, e sancionada pelo Ministro da Economia – menino de recado daquele que se considera Chefe do Poder Executivo da República Brasileira.

É lamentável que esse menino, também sucumba a tais pressões e ponha em risco a sustentação do equilíbrio fiscal que, desde os anos 2000, vem tentando ser, efetivamente, a meta da política fiscal.

Mais uma vez, o dinheiro do cidadão-contribuinte está indo a leilão para atender aos (escusos) interesses político-eleitoreiros das almas penadas que trafegam pelos corredores das administrações públicas brasileiras, e sustentam os desatinos daquele que, por ter sido eleito pelo voto do povo, exerce o cargo de Chefe do Poder Executivo da República Democrática Brasileira; mas que é, de fato, um indivíduo de mente perversa e medíocre.

Para o Brasil conseguir chegar a uma estrutura institucional que garantisse o respeito ao dinheiro público passaram-se 500 anos. Esta estrutura está a um triz de ser desmantelada. E, pelo andar da carruagem, não causará espanto se o menino de recado, propuser um “Orçamento Monetário” – um elefante branco, enfiado goela abaixo dos cidadãos contribuintes brasileiros nos anos 1970-1980, equacionado, no final dos anos 1980, por um professor de economia da UnB.

Um balaio de gatos que ninguém sabia o destino que era dado ao dinheiro arrecadado pelo fisco. Por ninguém, leia-se, o cidadão-contribuinte, dono do dinheiro.

Os pedidos de demissões dos técnicos do Tesouro por discordarem da proposta do menino de recado de furar o teto da meta, está correta. Essa proposta é ilegal e imoral.

Por outro lado, sinaliza muito bem como, na prática, funciona a mente do menino de recado: operar o Orçamento Público como faz no mercado financeiro: hora vendendo a opção de compra; hora comprando a opção de venda. Mas sempre ganhando (mantendo-se no núcleo do poder financeiro) independente do custo de oportunidade.

Friedman, seu mentor, deve estar virado no túmulo ao ver o desempenho de seu fellow no Ministério da Econômica do Brasil.

Agora, cá entre nós, em termos de participação de núcleos de decisão da política fiscal e/ou monetária brasileira, quem era Guedes até se alinhar com Bolsonaro?

Um operador do mercado financeiro e de capitais que enviava os lucros de suas operações em mercado, para paraísos fiscais. E que não se preocupou de fechar essas operações quando assumiu o cargo de Ministro da Economia – uma imoralidade.

Pois é, quem nasce para Ibmec nunca chega à GV ou PUC.

Arilda Teixeira é economista e professora da Fucape Business School.

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