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terça-feira, 2 junho, 2020

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Agora, o futuro mudou. Precisamos mudar também

A humanidade fez um traçado sinuoso. Inúmeras foram as vezes em que seu curso foi desafiado, como se fosse um rio que se defronta com uma montanha no caminho de sua direção rumo ao mar e tem que supera-la. Quando intransponível, e não sendo possível contorna-la, transforma-se em lago. A natureza sabe seus limites. E é essa qualidade que a faz perfeita. Como bem disse Spinoza, divina. Por vezes a intuição, a inteligência emocional, a ciência e o conhecimento foram suas ferramentas essenciais, quase sempre inauditas. Assim foi com o genial Newton ao isolar-se no campo fugindo da peste negra. Formulou leis da Física que não só nos ajudaram a superar montanhas adversas, mas também a iluminar o caminho da prosperidade.

Agora, a montanha é imensa e, pior, invisível a olho nu: a covid-19. A humanidade está refém de sua letalidade. E cientistas lutam tenazmente para criar condições de vence-la. Com a dedicação de Gilliatt, personagem do livro Os Trabalhadores do Mar” de Victor Hugo, ao tentar vencer o polvo gigante, incrustado no rochedo Douvres. Tudo por causa do amor dedicado e não correspondido por Deruchette. Apaixonado, só lhe restava o mar. E foi ele que o abraçou e encerrou seu sofrimento amoroso. Não há como deixar de agradecer àqueles que se dedicam à preservação da vida, seja nos laboratórios, seja nos hospitais, nas unidades de saúde e locais afins. Mesmo com o risco de suas próprias vidas.

O futuro mudou. Já não é mais como já foi. O futuro mudou. Precisamos mudar também. Assumir valores como humanismo, solidariedade, empatia e parcimônia. Esta, com um pilar no que ficou conhecido como a Lâmina de Ockham, que valoriza o que é simples, sempre que possível for. E digo isso porque a mensagem clara dessa terrível pandemia é que somos todos iguais, mas subordinados a líderes desiguais, vivendo em sociedades desiguais, regidos por leis desiguais e poderes econômicos desiguais. A desigualdade é uma das principais heranças desse caminhar da Humanidade. Por isso não temos unidade nas ações globais, e os mais fortes se protegem com mais força. No âmbito global, penso que as nações se fecharão mais, serão mais protecionistas. Buscarão autonomia alimentar, medicinal e tecnológica, principalmente.

No Brasil, estamos escrevendo uma história política assombrosa. Não bastasse nossas deploráveis condições sanitárias; a fragilidade de nosso peculiar e inteligente sistema de saúde por falta de investimentos públicos ou privados, em parceria; e nossas insustentáveis finanças públicas nas três esferas de poder, vivemos um momento político lastimável. Nem Cervantes criaria um Dom Quixote como nosso presidente. Em quase tudo vê um adversário a ser vencido. Mas não se sabe qual é a sua Dulcineia, nem se haverá um Sansão Carrasco para salvá-lo.

Já na economia, temos níveis de excelência, com Paulo Guedes propondo conduzir o país por uma nova vereda econômica, fortemente liberal, calcada nos ensinamentos de Hayek e na experiência de Erhard na Alemanha. Tudo mostra que vale a pena tentar pois o que se tem hoje, com todo respeito aos outros modelos econômicos adotados, é uma economia incipiente, dependente das benesses do Estado e carente de empreendedores e empresários. Menor em suas atribuições, o Estado poderá cuidar de seu núcleo essencial como saúde, educação, segurança e saneamento, hoje insuficientes.

O Espirito Santo tem resistido de forma competente às agruras emanadas dos infortúnios da Samarco, da Vale e dos municípios recentemente assolados pelas chuvas. Com a pandemia global reduzindo importantes demandas internacionais e queda dos preços do barril de petróleo, não só temos aumento de despesas com saúde, não previstas, mas também queda substancial de receitas, estaduais e municipais. Não fosse a elogiável postura do governador Casagrande, ao determinar isolamentos inadiáveis, a situação estaria muito pior. Sei que todos queremos voltar a uma vida normal, produzindo e consumindo, mas isso tem que ocorrer de forma sustentável. E não apenas se revelar uma ilusão perdida.

Viveremos tempos difíceis. A desigualdade aumentará, a retomada do consumo será lenta, pois as pessoas estão postergando pagamentos obrigatórios, como impostos, e assumindo empréstimos que mesmo com carência estendida terão que ser pagos. Apesar disso, o advento de um novo modelo produtivo, de novas formas de comercialização e de novo comportamento do consumidor, em escala global, talvez nos leve ao limiar de um admirável mundo novo.

Antônio Marcus Carvalho Machado é economista (Ufes) e mestre em Administração (UFMG)

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