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Abel Ferreira tem pena reduzida, mas segue suspenso

Pena cai de oito para sete jogos, mas técnico segue suspenso no Palmeiras

O Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) rejeitou parcialmente o recurso do Palmeiras, mas diminuiu a pena do treinador de oito para sete partidas. Como o treinador já cumpriu três jogos, ainda restam outros quatro como punição.

A maioria dos auditores aceitou parcialmente o recurso da defesa do Palmeiras quanto à expulsão do treinador contra o Fluminense e diminuiu de dois para um jogo de gancho.

No entanto, o recurso relacionado ao cartão vermelho diante do São Paulo foi negado pela maioria dos auditores, que mantiveram a pena de seis jogos.

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Participaram do julgamento o presidente do STJD, Luís Otávio Veríssimo, e os auditores Mariana Barreiras, Luiz Felipe Bulos, Marco Aurélio Choy, Antonieta da Silva e Marcelo Augusto Bellizze.

No julgamento, o Tribunal entendeu que os técnicos têm de ser punidos com mais rigor em casos de comportamento inadequado com a arbitragem.

No sábado, o Palmeiras criticou publicamente o tribunal após o pedido de efeito suspensivo ser negado pelo tribunal, o que impossibilitou a presença do treinador no clássico com o Corinthians.

“Nosso treinador foi punido com rigor desproporcional, em uma sessão que considerou, entre outras imprecisões, uma leitura labial sem qualquer respaldo pericial e trouxe à tona episódios pretéritos pelos quais o profissional já havia sido penalizado”, alegou o clube, na ocasião.

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Expulso diante de São Paulo e Fluminense, ambos no Brasileirão, o treinador português havia sido condenado a pena de dois e seis jogos, respectivamente, por “desrespeito à equipe de arbitragem” em duas sessões na 2ª Comissão Disciplinar do STJD.

O STJD usou um vídeo com dublagem de Gustavo Machado, no qual a leitura labial flagra o técnico chamando o árbitro gaúcho Anderson Daronco de “filho da p…” durante a vitória sobre o São Paulo, por 1 a 0, na punição mais pesada. O árbitro não relatou o palavrão, apenas que o português o chamou de “cagão” algumas vezes ao ser expulso após o segundo amarelo por reclamação.

No duelo diante do Fluminense, Abel Ferreira foi punido por dois jogos após expulsão direta por reclamação dura e bate-boca com o quarto árbitro Luiz Tisne. Na ocasião, o clube se defendeu alegando que seu comandante “não bateu palmas de forma irônica e debochada”, como relatado na súmula e “não foi contido por sua comissão contra possíveis vias de fato à arbitragem”.

Também garantiu que não houve críticas na direção da auxiliar Fernanda Gomes Antunes. As palmas, segundo o clube, seriam ao zagueiro Murilo pela vitória por 2 a 1.

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Com informações da Estadão Conteúdo – Esportes, Ricardo Magatti e Rodrigo Sampaio

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