Abandono escolar caiu 69% no Ensino Médio capixaba em 10 anos

abandono escolar
Foto: Pedro Dutra/Secom

O Estado tem 186 mil jovens com idade entre 15 e 17 anos e a taxa de abandono em 2017 foi de 4,6% entre os matriculados na rede estadual.

O Espírito Santo tem 14% dos jovens entre 15 e 17 anos fora da escola. O percentual se refere a 26,7 mil pessoas que deveriam estar nos bancos escolares, mas por algum motivo largaram os estudos antes de concluir o Ensino Médio. Apesar do número, o Estado tem um motivo para comemorar. O abandono escolar tem diminuído e, para se ter uma ideia, passou de 9,1% dos matriculados nesse nível em 2011 para 4,6%, em 2017. Nos últimos 10 anos, representou uma queda de 69%.

No mesmo período, a taxa brasileira caiu 59%. O Ensino Fundamental da rede estadual também apresentou boa queda no abandono na última década, 71%. Em 2011, os que largaram a escola no meio do ano letivo foram 2,8%, caindo para 1,5% em 2017.

Segundo o secretário de Estado da Educação (Sedu), Haroldo Rocha, essa redução no abandono e, consequentemente, na evasão escolar se deve a um conjunto de políticas públicas. “Os índices ainda estão altos e vamos adotar uma série de ações articuladas com as várias instituições e fazer um grande esforço para motivar crianças, adolescentes e jovens a estarem presentes na escola”, declarou.

O secretário revelou que um trabalho integrado de políticas públicas será feito para superar essa realidade. O atendimento de saúde e de assistência social devem andar de mãos dadas com a atividade escolar para, de fato, o jovem ter o apoio e orientação adequados. O governo do Estado vai fazer um conjunto de investimentos para enfrentar o abandono e a evasão escolar com valores que chegam a R$ 50 milhões. De acordo com Rocha, cerca de 60% desse total será de recursos provenientes do tesouro estadual. O restante virá de financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Por que jovens deixam a escola?

São vários motivos que causam a evasão escolar. “Uma pesquisa apontou 14 causas do abandono escolar. Entre elas estão as dificuldades de acesso às escolas, famílias muito pobres, o que dificulta a criança desenvolver suas atividades, a violência, a falta de valorização do projeto de vida desses jovens que é algo muito trabalhado na Escola Viva”, listou Rocha.

“A inovação é o caminho para a gente acolher todos os jovens e, assim, potencializar o desejo e o sonho de cada um. Mas não são todas as causas que estão ao alcance da escola resolver, depende também de instituições como a família, organizações que cuidam dos direitos das crianças. Na verdade, a criança e o adolescente têm pela constituição garantido o direito à educação”, ressaltou.

Principais ações previstas

A Sedu vai promover uma Política de Promoção do Engajamento Escolar e Redução do Abandono e Evasão com as seguintes ações previstas:

– Construção de Centros de Mídia
– Uso de Tecnologias e Ensino Híbrido
– Apoio aos Municípios na Promoção do Engajamento Juvenil e na Redução do Abandono e Evasão
– Ampliação e Construção de Novas Escolas
– Formação do Professor e Apoio a Prática Didática
– Currículo Inovador

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