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domingo, 24 maio, 2020

A liberdade e a flexibilidade no futuro dos negócios

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As pessoas querem participar das decisões, se sentir uteis, ser informadas e anseiam, principalmente, por saber o futuro da organização na qual estão trabalhando

Entenda uma coisa: Se você quer ser bem-sucedido ou ter um negócio bem-sucedido é preciso ter o sangre frio de trabalhar com pouca ou nenhuma previsibilidade. Precisa minimamente se sentir confortável ou até gostar deste cenário. Além disto, entre outras coisas, é preciso uma grande capacidade de abstração.

Empreende quem pretende ser livre e é necessário saber que a incerteza é uma importante vertente da liberdade. Quem gosta de previsibilidade dificilmente consegue ser livre.

A criação da liberdade parte da criação de um ambiente que a propicie, portanto, as pessoas que trabalharão com você também precisam se sentir livres.

Estamos vivendo um momento mundial de grandes mudanças e expansão de consciência de uma maneira geral. Isto também impacta no mundo dos negócios, talvez este mundo business seja o grande impactado daqui para frente, pois as pessoas já querem, e quererão cada vez mais, trabalhar com boas condições. As pessoas não querem mais ser assentadores de tijolos, mas sim, querem ajudar a construir casas.
A pergunta é: Na sua empresa são geradas oportunidades de construir casas?

As pessoas anseiam por ajudar, querem fazer parte de algo maior que elas mesmas. Ninguém quer sair de sua casa e se sentir apenas uma peça de dominó a fazer movimentos conforme o controlador das peças pensa e determina. As pessoas querem participar das decisões, se sentir uteis, ser informadas e anseiam, principalmente, por saber o futuro da organização na qual estão trabalhando.

O grande desafio do empreendedor/empresário é compartilhar esta visão de futuro nestes tempos em que as empresas sequer sabem ao certo qual será seu futuro ou se chegarão a ter um futuro.

De maneira geral, as empresas estão lutando para se manterem vivas no mercado, muitas delas crescem enquanto se mantém vivas, mas a maioria segue na saga diária da luta para inovar e manter-se gerando receita/lucro ao longo do tempo. O paradoxo deste cenário é que o problema se encontra exatamente nesta ciranda, pois se manter vivo, com receita e lucro não é o propósito de empresa alguma. Afinal manter-se vivo não gera valor, apenas se gasta energia no processo.

É óbvio que todas as empresas desejam obter lucro e isso faz parte do jogo dos negócios, mas a empresa que não pautar sua atuação em um propósito maior não terá meios para gerar este lucro, quiçá se continuar no mercado no futuro.

A busca pelo propósito empresarial é uma jornada, muitas vezes inglória, pois a maioria dos empresários e empreendedores, principalmente os pequenos, empreendem em campo conhecido, incorporam aquilo que sabem fazer, aquilo que conhecem ou o que acham que está na tendência. Aliás, neste último grupo estão os primeiros a gerar seus próprios problemas, pois quando algo entra na “tendência” é porque já está no caminho da saturação.

Acontece da seguinte maneira: Alguém inova em um modelo de negócio que de algum modo emplaca e vem uma turma atrás fazendo igual. Com pouco tempo aquele modelo de negócio se esgota.

Fazendo um resumo deste cenário encontramos os empreendedores que, inúmeras vezes, renunciam à criatividade ao escolher seus empreendimentos e acabam caindo no ciclo da necessidade de gerar receita/lucro e, muitos deles, nem conseguem chegar no momento de pensar em algum propósito para suas empreitadas.
Este cenário resulta em duas vertentes:
1 – As pessoas ficam impedidas de sentir o valor, de ajudar o negócio a crescer e ganhar perenidade.
2 – Patrões no desespero por viabilizar seus negócios tornam-se carrascos cobradores de mais produtividade e desempenho.
Isto significa uma desmotivação generalizada.

Portanto, para lidar com este cenário precisamos incluir dois ingredientes na receita dos nossos negócios: LIBERDADE e FLEXIBILIDADE.

LIBERDADE: é o que gera o comprometimento: nos negócios que sobreviverão no futuro as pessoas serão livres e seu compromisso será verdadeiro, pois com a liberdade só fica quem quer ficar. Não se trata da liberdade modelo antigo que o “patrão” falava “a porta da rua é serventia da casa” e tinha mais uma fila de pessoas para trabalhar no lugar daquela que decidira sair. Isto não vai acontecer no futuro, pois os poucos postos de trabalho formal que irão sobrar serão de mão de obra extremamente qualificada executada por seres humanos com capacidades e competências extremamente desenvolvidas, principalmente competências humanas. Estas pessoas não trabalham neste regime de controle. Estas pessoas se preocupam em contribuir e encaram seu trabalho como missão.

Só os livres são comprometidos. Quando se sentem livres as pessoas se comprometem em ficar e dão o seu melhor. Mas como se dará a liberdade para estas pessoas? Te garanto que não será liberdade de horário, pois a liberdade de horário já está acontecendo agora. As empresas que ainda estão preocupadas com cartão de ponto estão fadadas a naufragar em pouquíssimo tempo. Se este for o seu caso repense. Estou falando em liberdade mesmo, na qual as pessoas recebem uma missão e são livres para definir a melhor maneira de executá-las, criam seus próprios processos de trabalho, são mais ágeis e se tornam ávidas por entregar com qualidade superior.

FLEXIBILIDADE: em um novo sistema de trabalho os controles precisam ser mais flexíveis e até os requisitos legais estão partindo para isto. Vide todas as reformas que estão acontecendo, pois, os governos sabem que se não flexibilizarem o país sofrerá um colapso ao longo do tempo. Precisamos flexibilizar os processos, pois cada ser humano tem sua individualidade e sua maneira de dar a melhor resposta. Claro que as empresas que adotam este modelo têm culturas muito fortes e as pessoas sabem exatamente quais são os limites que podem ou não cruzar. Inclusive, por isto seus processos de seleção de pessoas são tão apurados que chegam a ser refinados. Não é permitido errar, pois as pessoas que trabalham com este modelo são a voz da empresa e a representam em suas atitudes pessoais.

Há empresas que focam tanto em controle que gastam muito mais dinheiro para controlar seus processos e pessoas do que para custear sua operação principal. Se sua mão coçou para pegar o computador e fazer umas continhas te indico que faça, pois isto é mais comum do que se pensa. Os sistemas de controle tendem a crescer por si só e quando menos esperamos estamos fazendo o controle do controle e contratando gente para gerenciar o gerente. Cuidado!!!

Todo empreendedor quando começa seu negócio trabalha muito, dá seu sangue e parte da sua vida até que aquilo se concretize em um negócio de fato, que ele possa viver daquilo e até crescer. Mas é preciso entender que somente isto não basta e que é preciso contribuir de forma concreta com a sociedade, é preciso gerar valor. É preciso entender também que parte deste valor é melhorar a vida das pessoas que passam suas vidas trabalhando naquela empresa.

Em função de um modelo de pensamento enraizado na mente da maioria das pessoas, todo empresário tende a pensar que é bom quem trabalha mais tempo, quem dá mais suor e sangue, mas muitos se esquecem que o que faz o negócio girar é o resultado gerado e não o sangue derramado. O mundo está evoluindo e muitas pessoas conseguem gerar resultados fantásticos sem derramamento de sangue.

Precisamos parar de pensar que funcionário bom é funcionário que não tem vida. Isto é apenas um alento de patrão que não tem resultado. É um conceito antigo e ficou para trás.

Não tenha mais funcionários, empregados ou colaboradores. Tenha parceiros. Não exija deles suor, sangue e lágrimas. Exija resultado. Não foque no esforço que ele está fazendo. Foque no resultado que ele gera e no valor que isto representa.

Lembre-se: Se o resultado de alguém vier com demasiado esforço você tem um dos dois problemas: Ou ele não é suficientemente capacitado, ou você está explorando e exigindo mais do que qualquer um pode dar.

Prefira aquele parceiro que te entregue o melhor resultado com o mínimo de esforço possível. Não caia na armadilha de querer monitorar a vida das pessoas.

Pare de pagar pelo seu tempo, pague pelo retorno que ele gera para você. A única coisa que você deve exigir dele é que ele seja feliz no processo.

Valeria Effgen é economista e empresária. Especialista em empreendedorismo e planejamento de negócios

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