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segunda-feira, 29 novembro, 2021

Evento aponta caminhos para melhorar a educação

Presidente do Instituto Ayrton Senna, Viviane Senna, enfatiza os gargalos da educação: “Temos escolas do século 19, professores do século 20 e alunos do século 21”

A melhoria do processo educacional por meio de desenvolvimento de competências clássicas é um dos fatores a ser priorizado na área do ensino. A ação foi defendida pela presidente do Instituto Ayrton Senna, Viviane Senna, que apresentou palestra na última terça-feira (30), na sede do Sistema Findes, em Vitória. Na ocasião, ela também alertou para as discrepâncias entre os atores envolvidos nesse processo. “Temos escolas do século 19, professores do século 20 e alunos do século 21.”

O evento reuniu representantes dos setores produtivos, lideranças políticas e empresariais do Espírito Santo para debater a importância da educação para o desenvolvimento econômico.

O economista-chefe do Instituto Ayrton Senna, Ricardo Paes de Barros, também esteve esteve presente no encontro, oportunidade em que criticou o baixo ganho de produtividade no Brasil. “A Coreia do Sul consegue transformar cada ano na escola em US$ 7 mil a mais de produtividade (PIB por trabalhador). No Chile, cada série representa US$ 3 mil. No Brasil, nos últimos 30 anos de educação, a escolaridade não representou nem mil dólares de ganho”, exemplificou.

Como resultado, pontua o especialista, a relação entre escolaridade e remuneração vem sendo intensamente prejudicada ao longo dos anos. “Como convencer o jovem a continuar estudando se hoje pagamos um terço a menos do que pagávamos 15 anos atrás para cada grau de escolaridade? É preciso formar mais, sobretudo, formar melhor. A educação brasileira ensina conteúdos que geram valor intrínseco, mas não contribuem para o desenvolvimento econômico”, ressaltou.

Viviane Senna, irmã de Ayrton Senna, enfatizou a importância da educação na construção do futuro do Brasil. “Todos os países desenvolvidos superaram desafios básicos da educação, como formar alunos que saibam ler, escrever e calcular. O Brasil não fez seu dever de casa, o mundo avançou e, agora, diante das competências exigidas, é preciso dar um salto ainda maior, preparando jovens com novas habilidades socioemocionais”, argumentou.

O evento teve também a participação do presidente do Sistema Findes, Marcos Guerra, do vice-governador César Colnago, do secretário estadual de Educação, Haroldo Corrêa Rocha, além de membros das federações da Agricultura (Faes), do Comércio (Fecomércio) e dos Transportes (Fetransportes). Para Guerra, o debate ratifica os investimentos realizados pelas entidades ligadas ao setor industrial nos últimos seis anos.

“Fico feliz por perceber que as apresentações vão ao encontro do que realizamos à frente da Federação nos últimos anos. Percebemos que não é possível gerar desenvolvimento econômico sem profissionais qualificados. A partir do diálogo com lideranças industriais, desenvolvemos um plano que priorizou a educação, levando o Sistema Findes a todas as regiões. É por meio da qualificação profissional que vamos gerar um Estado mais forte”, lembrou.

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