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domingo, 9 agosto, 2020

2014, o Ano Internacional da Agricultura Familiar

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Escolhido pelos países da Organização das Nações Unidas como ano da agricultura familiar, 2014 oferece a oportunidade para o Brasil apresentar ao mundo sua importante contribuição para esse setor

A agricultura familiar foi eleita como tema do ano pelos 193 países membros da Organização das Nações Unidas (ONU), num ato de reconhecimento ao papel que representa para a oferta de alimentos e garantia da biodiversidade e sustentabilidade do planeta como um todo.

O Ano Internacional da Agricultura Familiar se apresenta como uma oportunidade para o Brasil expressar a fantástica contribuição desse setor que ocupa 16,6 milhões de brasileiros, está presente em 85% dos estabelecimentos rurais, detém apenas 32% da área agrícola e é responsável por 40% do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBPA) do país.

Em síntese, o agricultor familiar é aquele possui área inferior a quatro módulos fiscais, usa predominantemente mão de obra da própria família, tem a maior parte da renda familiar originada de seu próprio estabelecimento e dirige seus negócios com a família.

No Espírito Santo, os dados também são muito relevantes. Apesar de ocupar apenas 32% da área, a agricultura familiar está presente em 80% dos estabelecimentos rurais e emprega 64% das pessoas do campo, com mais de 202 mil pessoas ocupadas nas diversas atividades agrícolas conduzidas por essa categoria de produtores.

Os agricultores familiares capixabas são responsáveis pela produção de 54% do café e 42% do leite, principais produtos agropecuários do Estado. Produzem 77% do feijão, 72% do milho e 47% da carne suína. E ainda, enquanto no Brasil o VBPA anual por hectare é de R$ 515, no Espírito Santo é de R$ 1.093, mais do que o dobro da média nacional.

Ao considerar a expressão econômica e a dimensão sociocultural e ambiental, o Governo do Espírito Santo, com o apoio de várias instituições, implantou nos últimos anos um amplo programa de fortalecimento da agricultura familiar capixaba, o Vida no Campo, que contempla projetos nas áreas de infraestrutura, crédito rural, assistência técnica, capacitação, regularização fundiária, habitação, juventude rural, dentre outras.

Os resultados do “Vida no Campo” são expressivos e recordes. Por ano, mais de R$ 700 milhões são aplicados em crédito rural e 60 mil agricultores são assistidos tecnicamente de forma gratuita. O Governo Estadual adquire produtos da agricultura familiar para a merenda escolar, regulariza as terras, revitaliza os assentamentos rurais, facilita a agroindustrialização e distribui todos os anos centenas de máquinas e equipamentos agrícolas para uso coletivo das associações e cooperativas da agricultura familiar, o que favorece o progresso tecnológico dos cultivos e criações.

Neste Ano Internacional da Agricultura Familiar, comemoramos em terras capixabas avanços em produtividade, melhoria da qualidade da produção e aumento da renda das famílias do campo, em equilíbrio com a preservação e recuperação dos recursos naturais. Assim, esse sistema de produção é estratégico para superar o grande desafio estrutural do Espírito Santo: desenvolvimento sustentado, harmônico e equilibrado para todas as nossas regiões e para todos os capixabas.

Enio Bergoli é engenheiro agrônomo e secretário de Estado  da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca

ES Brasil Digital

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