Um otimismo moderado

Com perfil de investimento constante, o setor supermercadista espera as reformas prometidas para continuar a crescer no Estado

O setor de supermercados, no Brasil e no Espírito Santo, particularmente, tem superado todas as crises e recuos econômicos, avançando, abrindo lojas, ampliando seus serviços e buscando oferecer o melhor em produtos e em atendimento a seus clientes. Se olharmos em perspectiva, podemos constatar o crescimento desse segmento devido à construção de lojas, salto dos empregos e geração de tributos e de riqueza para o Estado.

As empresas, ajustadas, têm navegado através das crises e dos problemas econômicos que o país e o Estado enfrentaram e os têm atravessado incólumes, saudáveis, e com disposição de ampliar mercado, implantar mais lojas, melhorar as existentes e, com isso, fazer frente à concorrência, encantando e fidelizando seu público. Confirmam essa análise os investimentos feitos em 2018 na Grande Vitória e nos municípios do Estado.

O que o setor espera com a chegada de 2019 é que o panorama econômico mude. Antevendo essa transformação no cenário, os empresários estão moderadamente otimistas, estimando crescimento de vendas da ordem de 2,3%, impulsionadas pelo avanço econômico brasileiro, a partir das reformas necessárias, prometidas pelo novo governo, e pela continuidade das políticas de equilíbrio fiscal e de estímulo à economia local no Espírito Santo.

A perspectiva de crescimento, decorrente da melhoria econômica, é muito real para o setor, com várias empresas já programando investimentos para a abertura de lojas e melhorias, inclusive tecnológicas. Com planos concretos de investimentos em novas unidades, podemos citar o Extrabom, o Carone, o Perim, o Casagrande e o OK Supermercados. Outros, tanto na Grande Vitória quanto no interior, também seguirão aplicando recursos.

Esses investimentos têm efeito multiplicador, já que significam mais emprego, geração de mais tributos e riqueza para o Estado. O setor é dinâmico e se adapta ao mercado e suas necessidades, mas necessita – e defende – medidas concretas para o estímulo da economia, começando com a responsabilidade fiscal, já adotada no Espírito Santo, e as reformas estruturantes, como a da Previdência.

O ambiente econômico, como sabemos, é essencial para infundir otimismo na população e traz, como consequência, o aumento do consumo, que beneficia diretamente o setor de supermercados, nos quais a população se abastece. Com estabilidade política e crescimento da economia, o reflexo nos negócios é imediato. E é por isso que o Brasil precisa ser preparado, não apenas para 2019, mas principalmente para o futuro, garantindo-lhe um desenvolvimento sustentável.

Os supermercados já fizeram o seu dever de casa no Espírito Santo e têm cumprido o seu papel, daí o otimismo moderado. Mas o segmento tem certeza de que, não só no Estado, mas também no país, a economia pode melhorar. Basta que as medidas certas sejam tomadas. Assim como todos os brasileiros, os supermercados querem ver um Brasil e um Espírito Santo melhores, com empregos, oportunidades de consumo, boa educação, saúde e segurança, bases para o crescimento sustentável que a todos irá beneficiar.

Combinando esses fatores, o país toma o rumo certo, a economia cresce, novos investimentos serão feitos, empregos serão criados, e abrem-se oportunidades para os negócios, inclusive dos supermercados.


Hélio Hoffmann Schneider é superintendente da Associação Capixaba de Supermercados (Acaps)

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