Investimentos no turismo ficam para 2018

Turismo
Foto: Yuri Barichivich

Se 2016 foi um ano difícil para o turismo capixaba, 2017 também não foi melhor.

Embora os visitantes tenham estendido sua permanência de 11,9 para 12,3 dias (o mesmo ocorreu em 2016, quando passou de 9,44 para 11,9 dias), o número de turistas caiu de 1.019.146 (2016) para 909.277 em janeiro, segundo a Secretaria de Estado de Turismo (Setur). Além disso, os turistas gastaram no Espírito Santo 38,01% menos que no ano passado (ao contrário de 2016, quando gastaram 41,2% mais que em 2015).

A taxa de ocupação hoteleira na capital sofreu uma grande queda – de 58%, em 2016, para 39,7%, em 2017 –, principalmente em fevereiro, quando houve a paralisação da Polícia Militar. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-ES), Gustavo Guimarães, ressaltou que, somado à retração da economia, isso reduziu a demanda e as diárias, prejudicando o segmento. “Não houve investimentos como se esperava. Pelo menos cinco grandes hotéis em bairros nobres faliram. Com a crise instaurada, os empresários procuraram obter renda no fomento ao turismo de eventos, na gastronomia e com as agências de viagens”, destacou.

Para Luiz Fantin, superintendente de Marketing do Bristol Hotel, 2017 foi o pior ano para o ramo turístico e hoteleiro. “Fomos extremamente prejudicados pelos casos de febre amarela e pela paralisação da Polícia Militar. O Estado deixou de receber turistas e caiu em geração de emprego”, pondera.

Já a região das montanhas teve um ano favorável, em que as atividades turísticas no Estado foram mais intensas no inverno: crescimento de 1,2% em relação aos outros meses do ano, segundo o Índice de Atividade Turística (Iatur). Em julho, o número de turistas chegou a 1.052.799, contra 722.369 em 2016. O proprietário do Hotel Fazenda China Park, Valdeir Nunes, registrou um faturamento 10% maior no período, fato que ele atribuiu aos investimentos feitos em toda a região. “Foram abertas novas pousadas, restaurantes e empreendimentos com diferenciais no mercado”, afirma.

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Fonte: Setur

O secretário estadual de Turismo, Nerleo Caus, avalia que a inclusão do Espírito Santo nos roteiros de cruzeiros e a inauguração do novo aeroporto de Vitória devem favorecer o setor a partir de 2018.

“O Estado tem sido amplamente divulgado na mídia a fim de atrair novos visitantes. Temos usado vários mecanismos para fomentar a cadeia turística, desde capacitações até a reformulação da nossa comunicação”, explica.

Turismo de eventos

O turismo de eventos superou todas as expectativas no ano e, apesar da crise, dobrou sua movimentação financeira – de R$149 milhões para mais de R$ 302 milhões, segundo o Espírito Santo Convention & Visitors Bureau. O número de eventos subiu de 67 para 89, e o de participantes, de 910.000 para 1.017.740 pessoas.

Capacitação

O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-ES) qualifica profissionais para toda a cadeia do turismo. “Pela sua localização, infraestrutura portuária e número de empresas nacionais e multinacionais que vêm se instalando no Estado, a expectativa é de crescimento de oportunidades no segmento turístico”, afirma a gerente de Educação do Senac, Denise Cossetti.


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