Terceiro dia de manifestações dos caminhoneiros nas rodovias brasileiras

Paralisação dos caminhoneiros
Foto: ARQUIVO/Valter Campanato/Agência Brasil

A PRF identificou nove pontos de concentração dos manifestantes, que bloqueiam a passagem apenas dos veículos de carga

Os protestos realizados pelos caminhoneiros contra o preço do combustível continuam nesta quarta-feira (23). Os manifestantes estão concentrados em nove pontos das rodovias federais do Espírito Santo.

Nos trechos, os caminhoneiros abordam apenas veículos de carga (carretas e caminhões) e orientam os motoristas a estacionarem nos acostamentos. Veículos de passeio, ônibus, motos e veículos de emergência passam normalmente pelas rodovias.

No período da manhã, a Eco 101 não havia registrado lentidão em nenhum dos pontos da rodovia que administra. Equipes da empresa acompanham as manifestações dos caminhoneiros para garantir a segurança no trânsito e viabilizar o tráfego aos usuários da BR-101. Segundo informações da concessionária, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) também apoia nos locais.

A Polícia Rodoviária Federal informou que os trechos em que há aglomeração dos caminhoneiros são os seguintes:

BR 101
  • km 159, na altura de Bebedouro, em Linhares;
  • km 204, no trevo com a BR 259, em João Neiva;
  • km 305, no trevo com a BR 262 em Viana;
  • km 376, em Iconha;
  • km 414, no trevo da Safra, em Itapemirim.
BR 262
  • km 95, na altura da Fazenda do Estado, em Pedra Azul, Domingos Martins;
  • km 156, em Ibatiba.
BR 259
  • km 46, em Colatina;
  • km 51, em Colatina

Também foi identificado um local de protesto no km 945, em Mucuri, Sul da Bahia.

Reunião do governo

O governo convocou para esta quarta (23), às 14h, uma reunião para discutir a paralisação dos caminhoneiros. Os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil),Valter Casimiro Silveira (Transportes) e Carlos Marun (Secretaria de Governo) vão conversar com os presidentes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Mario Rodrigues, da Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes.

A paralisação completa três dias nesta quarta-feira e provoca desabastecimento de mercadorias e combustíveis, além de problemas de trânsito e congestionamentos. Também há relatos de reflexos na aviação civil. O aeroporto de Brasília teve voos cancelados que tinham o terminal como destino.

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