Temer estima 10 anos para equilíbrio fiscal do Brasil

Presidente Michel Temer
Foto: Alan Santos/PR

Michel Temer reitera gravidade da situação do país. “Estamos fazendo um déficit assustador”, declarou. O presidente também reafirmou que o governo buscará reformas da Previdência e tributária.

O presidente Michel Temer declarou ontem (22) que o déficit público é assustador e que a situação das contas brasileiras levará tempo para ser resolvida. A expectativa é de que o país, em dez anos, gaste somente o que arrecadar. Esse é o tempo previsto para que os deputados revisem a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do teto dos gastos. As avaliações foram feitas durante cerimônia de abertura do Congresso Aço Brasil.

“A previsão que fizemos é que vai levar tempo para zerar o déficit público. Quando falamos em 159 bilhões de reais, estamos fazendo um déficit assustador”, afirmou. Em seguida, disse que “não se resolve de um dia para o outro, vai se resolvendo ao longo do tempo”. Segundo a Reuters, o presidente ressaltou que a PEC é uma das medidas que vão ajudar a resolver o déficit. “Queira Deus que possamos fazê-lo em cinco anos, seis anos, sete anos. Não vamos ter a ilusão de que em pouquíssimo tempo, em dois, três anos vamos resolver esse assunto.”

Além de falar sobre o teto dos gastos, Temer destacou a reforma trabalhista e a do ensino médio e disse que, com o apoio do Congresso, o governo possui uma “ampla agenda de reformas”. “Não abandonaremos a reforma da Previdência”, afirmou, destacando que o “Congresso está entusiasmado na tarefa de aprovar” a reforma. O presidente citou ainda a reforma tributária e disse que é preciso acabar com ciclo que dificulta e embaraça o sistema tributário.

Temer ressaltou ainda que seu governo conseguiu manter políticas sociais que “estavam ameaçadas pelas ruínas das contas”. O presidente disse que muitas vezes é aconselhado por algumas pessoas a não mexer em assuntos delicados que provocam um “enxame de abelhas”. “E eu digo que temos que fazer, pois queremos ter o reconhecimento de que fizemos as reformas”, afirmou.

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