Tancredo Neves, o Príncipe Civil

Brasil, Brasília, DF. O presidente eleito Tancredo Neves(dir.), tendo ao lado sua esposa Risoleta Neves (esq.), discursa no plenário da Câmara dos Deputados, no Congresso Nacional, em Brasília. Eleito em 15 de janeiro de 1985, Tancredo não chegou a assumir o cargo. Em 15 de março, véspera da posse, foi internado no Hospital de Base de Brasília, com fortes dores abdominais. Depois de sete cirurgias, veio a falecer em 21 de abril, aos 75 anos, vítima de infecção generalizada. - Crédito:ALENCAR MONTEIRO/ESTADÃO

Um dos políticos mais emblemáticos do Brasil, o homem conhecido por ser o quase presidente da República. Tancredo Neves é sem sombra de dúvidas um dos homens com a história politica mais marcantes do país.

Silencioso nas articulações, estrondoso na tribuna, mestre da conciliação, Tancredo Neves se tornou o símbolo da redemocratização brasileira. Em seus cinquenta anos de vida pública, o político mineiro participou dos momentos mais importantes da história do Brasil. Foi ministro da Justiça de Getúlio Vargas em 1954, apoiando o presidente até o trágico fim. Primeiro-ministro da experiência parlamentarista de João Goulart em 1961. Líder do governo, senador e governador de Minas Gerais. Nos 21 anos de resistência pacífica ao regime militar, costurou a derrocada da ditadura em 1985 aceitando eleger-se presidente, ainda que sob regras não democráticas. Foi internado em estado grave às vésperas de assumir o poder. Sua morte estarreceu a população — “Eles não o deixaram tomar posse”, repetia-se pelas ruas enquanto passava o cortejo fúnebre —, porém seu legado conduziu o Brasil de volta ao caminho da democracia. Além de uma biografia, Tancredo Neves, o príncipe civil é uma grande reportagem sobre a política brasileira.
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