Sustentabilidade é foco em fábrica de biscoitos

Líder em seu segmento, Kebis não se esquece da preservação ambiental e adota medidas sustentáveis, em acordo com as diretrizes das Nações Unidas

 

* Por Roberto Teixeira – Conteúdo da Revista Indústria Capixaba (Findes) – Produzida pela Línea Publicações (Next Editorial)

Nas últimas décadas, no mundo dos negócios – cada vez mais alicerçado na utilização de recursos tecnológicos -, conquistar o equilíbrio econômico, ambiental e social com o uso consciente dos recursos naturais do planeta tem sido um dos maiores desafios das organizações. Mas esse é um processo em curso, que se torna cada vez mais inevitável e imprescindível para a sobrevivência de todos.

É preciso crescer empresarialmente, tendo, porém, o compromisso de deixar um mundo com melhor qualidade de vida para as futuras gerações. Dentro dessa ótica, a Kebis se apresenta como exemplo de uma empresa capixaba do ramo de biscoitos, líder em posicionamento e marca no segmento, que, para além do sucesso financeiro, está inserida nesse cenário de preocupação com a sustentabilidade.


A fábrica, inaugurada em 1994, adotou diversas práticas e projetos buscando trabalhar em consonância com os pilares da Organização das Nações Unidas (ONU) relativos à sustentabilidade: ser economicamente viável, ecologicamente correta e socialmente justa. Apesar de só ter lançado oficialmente seu programa de sustentabilidade no dia 12 deste mês de março, há anos desenvolve ações e projetos nesse sentido.

Em um dos pilares da sustentabilidade, a Kebis se destaca ao desenvolver um processo de reflorestamento na região de montanha, onde está localizada a sede. Para isso, implantou o Projeto Natureza é Vida, em que cada funcionário ganha um pacote de biscoito por semana. Depois, ele é incentivado a trazer as sacolas vazias de volta, as quais são utilizadas para o cultivo de mudas de ipê-amarelo, planta escolhida por ser uma espécie nativa que, quando florida, lembra as cores estampadas na bandeira brasileira. O processo de produção de mudas é desenvolvido pela empresa junto com seus colaboradores, consistindo em colheita da semente, preparo, semeadura e plantio nas sacolas devolvidas pelos funcionários.


Os ipês-amarelos vão para um viveiro e, após o período de crescimento, são distribuídos, buscando recompor e embelezar a Mata Atlântica. Por fim, os efluentes sanitários são coletados e destinados para a empresa Marca Ambiental, especializada em multitecnologias para o gerenciamento integrado de resíduos, evitando, dessa forma, a poluição dos rios.

O confeiteiro da indústria, Adivan José, participa de todo o processo de reflorestamento. “Na empresa, verifico se as mudas estão atingindo o tamanho ideal, se a irrigação está adequada. Ajudo a cuidar desde a colheita das sementes até o plantio e a distribuição. Também já levei mudas para cultivar na minha propriedade”, explica. Para Adivan, trata-se de uma lição que passa para a família. “É preciso parar e olhar o que ocorrerá para a frente. Tenho uma filha de 4 anos, afilhados e sobrinhos que já agem pensando na preservação do meio ambiente”, comenta.

“Surgido em 2013, o projeto passou por fases como criação, laboratório, revisão, implantação e distribuição e já está totalmente disseminado dentro da empresa. Os colaboradores e os diretores o compreendem e o executam”, pontua o sócio-gerente da Kebis, Valter Braun. Além disso, palestras de conscientização ambiental são promovidas em escolas, entidades e empresas, como também são recebidos, para visitas técnicas ao projeto, alunos e professores de colégios e faculdades e funcionários de outras companhias. Vislumbrando a preservação da fauna, casinhas de canários são distribuídas em vários pontos do município de Domingos Martins.

“Os danos ao meio ambiente no planeta são graves, e precisamos agir e fazer a nossa parte. Mostrar às pessoas que outros modelos de gestão são possíveis. Não é tudo pelo lucro. O principal é o respeito à vida. A ideia é que daqui a alguns anos a região onde a empresa está localizada, em Domingos Martins, tenha mais árvores, mais verde e mais beleza”, comenta o sócio-gerente da Kebis, Valter Braun.

Além disso, para esse propósito de sustentabilidade a Kebis também desenvolve os projetos Economize e Ser. Sob o ponto de vista social, o Projeto Ser – Sonhos, Estratégias e Resultados – conta com a interação dos públicos de interesse. “Para os colaboradores, oferecemos remuneração justa, investimos em treinamento, capacitações constantes e um pacote com vários benefícios: eventos de integração, passeios, participação nos lucros, seguro de vida, plano de saúde, assistência odontológica, dentre outros. Os fornecedores locais e os regionais são selecionados a partir dos critérios da sustentabilidade e fidelizados desde que cumpram essas premissas e a legislação vigente no país. Anualmente, também promovemos com os nossos colaboradores visitas a instituições como asilos e hospitais”, enumera Braun.

Para confirmar os pilares da ONU, o dirigente afirma: “Para ser culturalmente diversa, a empresa não faz acepção de religião, cultura, raça, credo, sexo, idade dos colaboradores, clientes e público em geral”. O Projeto Ser, inspirado na premissa “um exemplo vale mais que mil palavras”, desenvolve ainda ações como promoção de palestras em escolas, entidades e empresas e também recepciona clientes, escolas, faculdades e grupos de alunos para trabalhos escolares ou de conclusão de curso
 (TCC), bem como treinamentos, consultorias e missões de negócios nacionais e internacionais, divulgando valores e missões da fábrica. “Com esse projeto, cumprimos a missão de divulgar, inspirar e multiplicar na equipe e na sociedade nossa história, tradição, princípios e valores, o regimento interno e as práticas de gestão que executamos para alcançar nossos resultados de sustentabilidade e justiça social num mercado imediatista e altamente competitivo”, afirma Valter Braun.

A Kebis também se preocupa com a chamada logística reversa, que pode ser conceituada como um instrumento de desenvolvimento econômico e social, caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial. A ideia é que ocorra o reaproveitamento desses materiais em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou ainda que lhes seja dada outra destinação final ambientalmente correta. Além de consultorias periódicas, a empresa adota também um modelo de excelência da gestão, o MEG, que pretende culminar no alcance da sustentabilidade.

 Matéria concedida para a Revista Indústria Capixaba, edição 323, uma publicação oficial da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), com produção editorial Línea Publicações (Next Editorial)
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