STF quebra sigilo bancário de Aécio Neves, além da irmã e primo dele

Aécio Neves - Foto José Cruz Agência Brasil
Foto: José Cruz/Agência Brasil

A decisão foi anunciada pelo ministro Marco Aurélio e atende ao pedido que veio da Procuradoria-Geral da República.

A quebra do sigilo bancário do senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal. O ministro Marco Aurélio de Mello anunciou a decisão nessa quinta-feira (7), que também atinge a irmã do tucano, Andréa Neves, e seu primo Frederico Pacheco. O pedido de quebra de sigilo veio da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Os três foram denunciados pela PGR por corrupção passiva, lavagem de dinheiro, associação criminosa e tentativa de obstruir investigações. As informações são da Agência Brasil.

O empresário Joesley Batista relatou ter pagado, entre 2011 e 2014, pelo menos R$ 60 milhões a título de propina. A revelação aconteceu em delação premiada do sócio da J&F. O dinheiro teria sido utilizado para pagar partidos da coligação do senador na campanha presidencial de 2014.

A determinação do ministro dá acesso a dados bancários e fiscais no período de 1º de janeiro de 2014 a 18 de maio de 2017. O objetivo é rastrear a origem e o destino dos recursos supostamente ilícitos.

A defesa de Aécio considerou a decisão do ministro do STF uma medida “natural”. O advogado Alberto Zacharias Toron afirmou que o senador não cometeu nenhum ato ilícito. Ele disse também que os dados bancários e fiscais do parlamentar “sempre estiveram à disposição da Justiça”.