Polícia Federal sob novo comando

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Em seu primeiro dia a frente do ministério Extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann decidiu substituir a chefia do órgão

Após assumir o ministério de Extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, tomou algumas medidas e uma delas foi trocar a chefia da Polícia Federal. Desta forma, Jungmann substituiu Fernando Segovia por Rogério Galloro no cargo de diretor-geral da corporação. Ex-diretor executivo da PF, Galloro é o atual secretário nacional de Segurança Pública.

A aprovação da troca do cargo foi dada pelo presidente Michel Temer, antes mesmo da posse do ministro realizada nessa terça-feira (27). O novo diretor-geral da PF é apontado internamente na corporação como um profissional cauteloso e discreto, investigador de perfil bastante diferente do seu antecessor.

Apesar de ser preparado para exposições na mídia, Galloro deve aparecer muito menos na imprensa, voltando a dar tranquilidade ao trabalho dos delegados encarregados de investigações.

Vale lembrar que em meio à atual crise de segurança, Galloro chefiou o grupo de inteligência policial e fiscalização de drogas do Estado de São Paulo.

Galloro

O novo diretor da PF ingressou na Polícia Federal em 1995 e ocupou cargos como adido em Washington, diretor-executivo, diretor de Administração e Logística, superintendente em Goiás, além de chefe-adjunto em Pernambuco e da Divisão de Passaportes.

Antes de entrar na Polícia, exerceu a função de conciliador de um juizado informal na comarca de Votuporanga, em São Paulo. Na década de 1990, chegou a atuar por pouco tempo na advocacia.

Galloro foi ainda oficial de Justiça no Tribunal Regional do Trabalho em Campinas pouco depois de se formar em uma pequena faculdade particular de Rio Preto, interior de São Paulo. Era o primeiro passo de um funcionário público que chegou a realizar curso de especialização em Harvard, nos Estados Unidos.

Entrevista

Um dos possíveis motivos para a substituição de Segóvia foi a entrevista concedida à Agência Reuters, na qual afirmou que nas investigações das condutas do presidente Michel Temer e outros envolvidos os “indícios são muito frágeis”.

Após a entrevista, o ex-diretor da PF disse ao ministro Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, que conduz o inquérito sobre o presudente, que não pretendeu “interferir, antecipar conclusões ou induzir o arquivamento” do inquérito sobre o presidente Michel Temer. Ao ministro, Segovia ressaltou que suas declarações foram “distorcidas e mal interpretadas”.

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