PF prende Nuzman por fraude na escolha do Rio para sediar jogos de 2016

Michel Temer e o presidente do Comitê Olímpico-Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro foi preso junto com Leonardo Gryner, diretor-geral do Comitê Organizador Rio 2016.

As investigações sobre um esquema de compra de votos levaram o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro para a prisão. O esquema teria garantido a escolha do Rio de Janeiro para sediar os jogos olímpicos de 2016. A Polícia Federal cumpriu o mandado nesta quinta-feira (5) e prendeu Carlos Arthur Nuzman e o diretor-geral do Comitê Organizador Rio 2016, Leonardo Gryner.

O Ministério Público Federal defendeu que a prisão temporária dos investigados vai permitir o bloqueio do patrimônio. Também vai impedi-los de atuar criminosamente ou interferir na produção de provas. As informações da Agência Brasil são que Nuzman foi preso em casa, no Alto Leblon, zona sul do Rio.

A Polícia Federal também realizou busca e apreensão nas residências e nas empresas dos investigados, além da quebra de sigilo telemático. A ação é um desdobramento da Operação Unfair Play, expressão relacionada a jogo sujo.

Segundo o MPF, Nuzman ampliou seu patrimônio em 457% nos últimos 10 anos. Ele está há 22 anos na presidência do COB. Não há indicação clara de seus rendimentos e ele mantem parte de seu patrimônio oculto na Suíça.

Operação Unfair Play

A Operação Unfair Play é resultado de uma cooperação internacional entre Brasil, França, Antígua e Barbuda, Estados Unidos e Reino Unido.

O Ministério Público Segundo considera que o ex-governador Sérgio Cabral comandava uma organização criminosa. Segundo o MPF, há documentos que comprovam a compra do voto do presidente da Federação Internacional de Atletismo, o senegalês Lamine Diack. Ele teria recebido US$ 2 milhões.

As investigações apontam que Nuzman e Gryner foram as figuras centrais no esquema. Eles teriam feito os contatos e preparado as relações para o repasse de propinas de Sérgio Cabral a membros africanos do Comitê Olímpico Internacional. Eles serão indiciados por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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