Lançamento do livro “Repensando o Brasil” nesta quarta (20)

Marcílio Machado lança livro Repensando O Brasil
Marcílio Machado lança livro "Repensando O Brasil"

Marcilio Machado aborda a economia do País e a importância do empreendedorismo

Os rumos para o Brasil se tornar um país empreendedor e mais desenvolvido economicamente foram traçados no livro “Repensando O Brasil“, de Marcilio Rodrigues Machado. Ele é presidente do Sindicato do Comércio de Exportação e Importação do Espírito Santo.

Machado vai lançar o livro nesta quarta-feira (20), na Livraria Saraiva do Shopping Vitória.

“Criação de riqueza e progresso de uma nação só se consegue através de inovação e empreendedorismo. Além disso, é importante ressaltar que empreendedorismo pode ser aprendido. Não é uma questão de genética, como muitos pensam”, considera o autor.

Repensando O Brasil – Globalização, Comércio Exterior, Liderança e Empreendedorismo” aborda temas importantes da realidade brasileira e internacional nos últimos 25 anos. Os assuntos abrangem instituições e democracia, o debate polarizado que está ocorrendo no Brasil entre os candidatos à presidência, competitividade, o papel dos futuros líderes numa sociedade digital. A obra destaca também a dificuldade de forjar uma sociedade voltada para o empreendedorismo e o comércio exterior num país caracterizado por grande intervenção estatal e falta de liberdade econômica, na visão do autor.

Marcilio Rodrigues Machado é fundador da Famex Comercial Importadora e Exportadora Ltda. Possui mestrado em Administração pela Drucker School of Management e doutorado em Administração pela Nova Southeastern University. Também é membro da Academy of International Business e do Conselho de Administração da Associação de Comércio Exterior do Brasil. Confira a entrevista:

Qual o enfoque do livro em relação às eleições e à democracia?

Um dos temas abordados no livro se refere às eleições e à cautela exigida ao escolher os nossos representantes, pois o que está em jogo é o futuro do Brasil. O eleitor deve tentar antecipar como o político tomará suas decisões. As pesquisas mostram que as pessoas falham por restrições cognitivas, tomando decisões inadequadas por não terem conhecimento suficiente para lidar com situações complexas. Em outros casos, tomam decisões apenas para conseguir apoio do grupo que pertencem ou por motivos egocêntricos. É importante estudar o histórico dos candidatos, pois a sustentabilidade da democracia demanda responsabilidade ao votar. A displicência pode implicar na escolha de líderes que comprometam o futuro de um país.

E a competitividade do Brasil, que é muito baixa quando comparada com nossos parceiros comerciais, como se explica isso e o que fazer?

Segundo o Relatório Mundial de Competitividade da IMO, o Brasil está em 81º lugar entre as 140 economias avaliadas em 2017. Essa colocação tão ruim se deve, principalmente, à alta carga tributária, que inibe investimentos, e à burocracia governamental. Para não perdermos as oportunidades, devemos restaurar o processo de desburocratização iniciado no passado e avançar com a discussão sobre a redução da carga tributária para liberar a energia empreendedora do brasileiro.

Qual seria o papel do empreendedor, um dos temas de destaque do seu livro?

Eu costumo dizer que de uma economia empreendedora está havendo uma mudança para uma sociedade empreendedora. Mas não é possível ter uma sociedade empreendedora sem termos um estado empreendedor. Por isso, temos que encorajar mais o empreendedorismo nas cidades e também nas áreas rurais, além de desfazer o sonho de muitos brasileiros que querem se tornar funcionários públicos: o país não comporta mais este enorme número de empregados nem nas áreas federais, nem nas estaduais. Na verdade, criação de riqueza e progresso de uma nação só se consegue através de inovação e empreendedorismo. Além disso, é importante ressaltar que empreendedorismo pode ser aprendido, não é uma questão de genética como muitos pensam.

O que a pesquisa do senhor constata sobre a crise de liderança que o Brasil está passando?

Eu costumo dizer que os líderes devem se perguntar: qual é a contribuição que quero dar para a sociedade? Que diferença posso fazer para melhorar a vida das pessoas? Essas perguntas parecem inocentes quando olhamos para o quadro nacional e verificamos que grande parte de nossa liderança parece ter como objetivo causas estritamente pessoais. Daí a importância da democracia e da renovação política através das eleições. Temos que instigar os jovens a ocuparem o vazio de liderança que existe no país.

Mas como podemos ter certeza que estamos escolhendo bons líderes?

Na América Latina é comum afirmar que para ser um bom líder é preciso ter carisma. Entretanto, a humanidade já sofreu com muitos líderes carismáticos no século XX, entre eles podemos citar Hitler, Mao Tsé Tung e Stalin, que foram responsáveis pela morte de milhões de pessoas. Um líder não tem que ser carismático. As principais características de um líder são a integridade e a capacidade de prestar contas. Um líder íntegro é aquele que é o mesmo diante de diferentes públicos.

E o sobre comércio exterior?

Tive a oportunidade de ver o Brasil ser citado como país de periferia quando se trata de comércio internacional. Isso porque a participação de nossas exportações não ultrapassa 1%. Na verdade, somos um país fechado: ainda exportamos e importamos muito pouco. Precisamos inserir mais as nossas empresas nas cadeias de suprimentos globais, além de aumentar os investimentos no exterior e o número de empresas multinacionais brasileiras, como fizeram no passado a Coreia do Sul e, mais recentemente, a China. Também é importante ressaltar que são os investimentos no exterior que irão fazer com que nossas exportações cresçam.

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