Descoberta: remédio pode proteger fetos contra o Zika Vírus

Aedes aegypti
Foto: Divulgação

Medicamento usado para combater a malária no Brasil na década de 1950 volta a ser testado em pesquisa inovadora sobre o Zika Vírus

Um estudo coordenado por um cientista brasileiro pode trazer bons resultados no combate ao Zika Vírus. A descoberta, feita pelo Dr. Alysson Muotri, que é biólogo molecular e professor da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia, revelou que um medicamento eficiente que pode vir a bloquear a ação do vírus.

Com a ajuda de mini-cérebros humanos (uma tecnologia capaz de reproduzir o desenvolvimento humano através de células-tronco), os pesquisadores descobriram que uma droga, chamada Cloroquina, também consegue inibir a entrada do Zika nos cérebros de fetos.

O remédio, que foi muito importante no combate à malária na década de 1950, além de se mostrar eficaz nos mini-cérebros, também teve um resultado positivo nos testes com animais. “Testamos em modelos animais que tomaram a Cloroquina antes de serem expostos ao vírus. Aqueles que não tomaram o medicamento, foram infectados. Já os outros, passaram ilesos pelo Zika”, explicou o biólogo molecular.

De acordo com o cientista, a droga também conseguiu reduzir o nível do vírus nos animais normais, inclusive diminuindo a frequência de filhos com defeitos neurais gerados por casais infectados. “Com essa conclusão, minha proposição é considerar o Método de Pinotti em áreas afetadas pelo Zika, em uma tentativa de bloquear uma eventual segunda onda da epidemia”, completa o cientista. A descoberta da droga Cloroquina já foi aceita e está sendo estudada para que possa ser testada em humanos.

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