Presos dois suspeitos do caso Marielle Franco

Foto: Universidade Federal Fluminense

Os suspeitos foram presos na madrugada desta terça-feira (12). Crime ocorreu em março de 2018

Perto de completar um ano de morte da ex-vereadora Mariele Franco e do motorista Anderson Gomes, a Polícia Civil do Rio de Janeiro, em conjunto com outras instituições de segurança pública, prendeu na madrugada desta terça-feira (12), dois suspeitos do crime.

Segundo o Ministério Público (MP), o policial militar reformado Ronie Lessa e Elcio Vieira de Queiroz, que foi expulso da Polícia Militar, foram denunciados depois de análises de diversas provas.

Lessa teria sido o autor dos disparos de arma de fogo e Elcio, o condutor do veículo usado na execução. A dupla havia planejado o crime três meses antes do acontecimento.

Operação

Por meio de nota, o MP disse que o objetivo é cumprir mandados de busca e apreensão em endereços dos dois acusados, para apreender documentos, telefones celulares, computadores, armas e acessórios.

Além disso, foi pedida a suspensão da remuneração e do porte de arma de fogo de Lessa, a indenização por danos morais aos familiares das vítimas e a fixação de pensão em favor do filho menor de Anderson até completar 24 anos de idade.

Chamada de “Operação Lume”, é uma menção a uma praça no Centro do Rio, conhecida como Buraco do Lume, onde Marielle desenvolvia um projeto chamado Lume Feminista.

Denúncia

Anteriormente, a polícia suspeitava que o crime havia sido planejado por Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica, que teria envolvimento com milícias e que está preso desde outubro de 2017.

Entretanto, o próprio Curicica denunciou à Procuradoria-Geral da República que ele estava sendo coagido pela Polícia Civil a assumir a autoria do crime. Por isso, em outubro, a Polícia Federal entrou no caso, para apurar a atuação da Polícia Civil.

Crime

Marielle Franco e Anderson Freire foram assassinados na noite de 14 de março de 2018. O crime ocorreu no cruzamento das ruas Joaquim Palhares, Estácio de Sá e João Paulo I, pouco mais de um quilômetro distante da casa de Marielle.

Na ocasião, um carro emparelhou com o chevrolet Agile da vereadora e vários tiros foram disparados contra o banco de trás, justamente onde ela estava. Treze disparos atingiram o carro, sendo que quatro atingiram a cabeça de Marielle. Três projéteis atingiram as costas do motorista. Os dois morreram no local.

A única sobrevivente foi a assessora da vereadora que estava no carro.


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