Polêmicas envolvem a nomeação de Cristiane Brasil para Ministério do Trabalho

Cristiane Brasil
Foto: Divulgação/PTB

A deputada já foi condenada pela Justiça do Trabalho a indenizar ex-funcionários e o suplente dela na Câmara é condenador por exploração sexual de menores.

A posse da nova ministra do Trabalho, deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ), está marcada para terça-feira (9), às 15h. Porém, advogados do Rio de Janeiro tentam barrar a posse por meio de ação popular na Justiça.

O motivo da movimentação dos advogados é o fato de a deputada já ter sido condenada na Justiça do Trabalho a indenizar ex-funcionários que não trabalhavam com carteira assinada e, por isso, nem contavam com direitos trabalhistas.

O convite para Cristiane Brasil assumir o Ministério do Trabalho partiu de Michel Temer. A decisão foi tomada após encontro com o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, que é pai de Cristiane.

Suplente condenado por exploração de menores

O lugar vagado pela deputada Cristiane Brasil na Câmara Federal será preenchido por Nelson Nahim (PSD-RJ). Ele é irmão do ex-governador do Rio Anthony Garotinho e já foi condenado a 12 anos por exploração sexual de menores.

O caso em que ele esteve envolvido ficou conhecido como “Meninas de Guarus”. De acordo com o Ministério Público, os envolvidos exploravam sexualmente crianças e adolescentes entre 8 e 17 anos. Elas ficavam em uma casa trancada com correntes e cadeados e mantida sob vigília armada em um distrito de Campos, norte fluminense.

Para que não oferecessem resistência aos estupros, as vítimas eram drogadas com cocaína, haxixe e crack. Em alguns dias, eram forçadas a ter até 30 encontros. O caso foi denunciando em 2009 por jovens que conseguiram escapar.

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