Petroleiros deflagram paralisação nesta quarta-feira (30)

Foto: Geraldo Falcão / Petrobras/ Folhapress

Após os caminhoneiros, é a vez dos petroleiros pararem as atividades por 72 horas

Mesmo com a liminar do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que considerou a greve abusiva, os petroleiros resolveram cruzar os braços nesta quarta-feira (30). Os manifestantes utilizaram as mídias sociais para anunciar a paralisação que vai durar 72 horas.

A mobilização é liderada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e sindicatos filiados. Desta forma, o TST estipulou multa de R$ 500 mil por dia aos sindicatos, após ação ajuizada pela Petrobrás e a Advocacia-Geral da União (AGU). De acordo com a ministra Maria de Assis Calsing, “o movimento é de caráter político e de aparente abusividade”.

De acordo com a Agência Brasil, a paralisação da categoria foi iniciada e atinge refinarias, terminais e plataformas da Bacia de Campos. Nas refinarias de Manaus (Reman), Abreu e Lima (Pernambuco), Regap (Minas Gerais), Duque de Caxias (Reduc), Paulínia (Replan), Capuava (Recap), Araucária (Repar), Refap (RS), além da Fábrica de Lubrificantes do Ceará (Lubnor), da Araucária Nitrogenados (Fafen-PR) e da unidade de xisto do Paraná (SIX), as atividades já pararam.

No último fim de semana, a categoria afirmou ter feito operações-tartaruga nas seguintes refinarias e fábricas de fertilizantes: Rlam (BA), Abreu e Lima (PE), Repar (PR), Refap (RS), Araucária Nitrogenados (PR) e Fafen Bahia.

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, apelou para que a categoria não entrar em greve. Segundo ele, o momento é delicado e a BR Distribuidora está reabastecendo o país, ainda em situação dramática. A Petrobras tentou negociar com os petroleiros, mas sem sucesso.

Em nota, a FUP informou que a paralisação dos petroleiros pretende pressionar pela redução dos preços do gás de cozinha e dos combustíveis. A entidade também se mostra contrária à gestão de Pedro Parente. No entanto, o governo disse que não há hipótese de Parente deixar o cargo. “O presidente foi felicíssimo em escolhê-lo”, disse o ministro.

Segundo a Federação dos Petroleiros, a “greve de advertência é mais uma etapa das mobilizações que os petroleiros vêm fazendo na construção de uma greve por tempo indeterminado, que foi aprovada nacionalmente pela categoria”, diz o comunicado da FUP.

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