Papel e Celulose: Exportações e inovação em alta, mesmo com crise

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As vendas de celulose para o exterior chegaram a 16 milhões de toneladas em 2017

Com exportações que somaram US$ 5,19 bilhões entre janeiro e outubro, o setor nacional de celulose segue mostrando força

Segundo a Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), as vendas de celulose para o exterior cresceram 2,9% em relação a 2016, alcançando 16 milhões de toneladas negociadas. Ainda de acordo com a entidade, as exportações de papel aumentaram 0,4% no período, com mais de 1,7 milhão de toneladas vendidas. O resultado fez com que a receita das exportações passasse dos US$ 7 bilhões, representando um crescimento de 10,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

Nesse mercado, a China continua com 39,7% de participação, figurando como principal destino da celulose brasileira. Já em relação às vendas domésticas, nos 10 primeiros meses de 2017, o segmento de painéis de madeira comercializou mais de 5,3 milhões de metros cúbicos no mercado interno (alta de 2,5%), e o segmento de papel atingiu a marca de 4,5 milhões de toneladas (recuo de 0,4%).

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Fonte: Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ)
Fibria

Uma das gigantes mundiais do setor de celulose, em 2017 a Fibria completou 50 anos de atividade no Espírito Santo. A unidade da empresa em Aracruz produz 2,3 milhões de toneladas de celulose por ano (de uma produção total de 7,25 milhões de toneladas/ano de celulose branqueada de eucalipto) e em 2017 começou a operar, nessa mesma unidade, uma planta piloto de nanocelulose, com o objetivo de desenvolver novos produtos. Obtida a partir de madeira 100% renovável, a nanocelulose é oito vezes mais resistente que o aço e pode ser utilizada na produção de isolantes térmicos, telas de eletrônicos, na indústria cosmética e até em cartilagens.

A companhia, que gera no Espírito Santo cerca de 6 mil empregos diretos, tem atualmente entre seus grandes desafios as mudanças climáticas, que impõem problemas adicionais ao cultivo de eucalipto, entre outras espécies. “O desafio está em buscar alternativas, variedades mais resistentes à escassez hídrica e o uso cada vez mais racional do recurso água. A Fibria vem desenvolvendo alternativas nessa área, como o uso do ‘colar de celulose’, que ajuda a reter umidade nas mudas plantadas em campo, reduzindo a necessidade do uso de água”, disse Marcelo de Oliveira, gerente-geral e industrial da Fibria. Somente no terceiro trimestre de 2017, a empresa teve receita líquida de R$ 2,84 bilhões e lucro líquido de R$ 742,3 milhões, quase 26 vezes maior do que o resultado apurado um ano antes. Prova que, mesmo com as adversidades do mercado, a companhia segue gerando valor e fazendo bons negócios.

Papel
Fonte: Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ)

Já falando mais especificamente do papel, a novidade do ano ficou por conta do início das obras de construção da Carta Fabril, em Aracruz. Há mais de 30 anos no mercado, a fábrica de papel tissue, uma das cinco grandes produtoras de papel para fins sanitários do país, terá investimento inicial de US$ 140 milhões, com geração de 400 empregos diretos. Quando começar a operar, transformará o Estado de importador em exportador desses produtos.

De acordo com o Sindipapel, o Estado conta hoje com 75 empresas do segmento papeleiro, 17 delas associadas ao sindicato. Juntas, essas empresas geram 761 empregos diretos e cerca de 2 mil indiretos.


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