Os ódios nossos de cada dia

Foto: Reprodução

Ter raiva/ódio em algumas situações é algo muito humano. Fato. Mas ter muitas raivas pode mostrar que algo não vai bem dentro de nós

Não vou falar de Marielle Franco, a vereadora assassinada brutalmente no Rio de Janeiro. Embora esse tema permita uma série de reflexões importantes, vou me ater a falar de ódio, que também tem a ver com a morte de Marielle.

Tenho pensado muito em quanto o ódio vem permeando a relações humanas, de todas as formas. Veja: não falo apenas do ódio escancarado, exacerbado, das atitudes odiosas extremas. Falo dos pequenos ódios nossos de cada dia. Observe como esse sentimento pode se manifestar em coisas simples, em pequenos gestos, frases simples ou num post no Facebook.

Podemos sentir ódio no trânsito, ódio ao ter de acordar mais cedo do que gostaríamos, ódio daquele colega de trabalho que não cumpriu sua função corretamente ou que nos atrapalhou de alguma maneira, ódio por ter de ficar na fila do banco, ódio do chefe que nos cobrou de modo mais duro, ódio de alguém que alguém lhe contou que falou mal de nós…

Sentimentos que, às vezes, se disfarçam de raivas passageiras, algumas exageradas e que nos fogem ao controle, mas que não deixam de carregar o amargo nocivo do ódio.

São muitos “ódios” possíveis ao longo de um único dia. Muitas vezes, nem percebemos que nesses momentos de descarga de raivas/irritações/rancores (que podem se tornar enormes, dependendo da situação) estamos destilando uma espécie de veneno, maléfico a nós mesmos e a quem está ao redor.

Ter raiva/ódio em algumas situações é algo muito humano. Fato. Mas ter muitas raivas pode mostrar que algo não vai bem dentro de nós. Precisamos observar como anda nossa cota diária de rancores.

Conteúdo Publicitário

Aproveite as promoções especiais na Loja da ES Brasil!