Oportunidades de negócios no ES

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Secretário de Assuntos Internacionais do Ministério do Planejamento, Jorge Arbache apresentou as possibilidades do Fundo Brasil-China

Além de ser o favorito para sediar a fábrica de bio-óleo da Fibria, o Espírito Santo poderá receber grandes projetos de infraestrutura, manufatura, tecnologia e agronegócio, por meio do Fundo de Cooperação para Expansão e Capacidade Produtiva Brasil-China. Essas oportunidades estiveram entre os assuntos da última reunião trimestral do Grupo Permanente de Acompanhamento Empresarial do Espírito Santo (GPAEES), coordenada pela consultoria Vieira & Rosenberg, em 26 de setembro.

PhD em Economia, Luis Paulo Rosenberg abriu o evento, que trouxe o tema “Eleição 2018 – O antes e o depois”, apontando projeções econômicas do país e analisando o cenário internacional, com foco para Estados Unidos e China.

Na projeção de Rosenberg, o ano irá fechar com crescimento do PIB de 0,7%, saldo US$ 68 bilhões da balança comercial, taxa Selic a 7%; e taxa de câmbio a R$ 3,20. Já para o encerramento de 2018, crescimento do PIB em 2,5%, mas com saldo menor, de US$ 40,6 bilhões. A Selic irá encerrar em 6,5%, e o câmbio, a R$ 3,30.

O cientista político Paulo Sérgio Rosa traçou um panorama político-econômico do Brasil, destacando o desafio da sobrevivência empresarial. “Para salvar o Brasil dessa grave recessão, precisamos nos posicionar e nos comportar como líderes”, enfatizou o criador do método de educação e comunicação “Pensando Juntos”, aplicado em 17 países.

Oportunidades
Portocel
Portocel (Aracruz)

O Estado é forte concorrente a sediar uma nova a fábrica de bio-óleo. Marcelo de Oliveira, gerente industrial da Fibria Unidade Aracruz, que responde por 32% da produção de celulose da empresa no Brasil, destaca que a unidade capixaba já possui as licenças prévias e de instalação.

O investimento, em torno de R$ 450 milhões, será capaz de gerar 200 vagas diretas de emprego em Aracruz. O emprendimento, que deverá estar funcionando já em 2020, é disputado com o Estado de São Paulo.

Há outros planos, entre eles a expansão de Portocel (Aracruz), onde a Fibria é dona de 51%, e a Cenibra, de 49%. Já estão sendo realizadas a reforma de armazéns e uma pequena dragagem, obras necessárias à expansão, um investimento de R$ 1,5 bilhão.

O estudo de aplicações para a nanocelulose – fibra de madeira mais leve e mais leve e mais forte – e o desenvolvimento de técnicas que permitem a mesma produção atual, mas utilizando somente um terço da área hoje necessária, também fazem parte dos planos da Fibria.

Por fim, o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério do Planejamento, Jorge Arbache, falou sobre o Fundo Brasil-China de investimentos. Um aporte de mais de US$ 20 bilhões para obras nacionais de infraestrutura, em operação há quatro meses.

Do montante de recurso, US$ 15 bilhões são da China, por meio do Fundo de Cooperação Chinês para Investimento na América Latina (Claifund). Os outros US$ 5 bilhões virão por intermédio dos agentes financeiros BNDES e Caixa Econômica Federal. “Sabemos do potencial logístico do Espírito Santo, por exemplo, e esperamos que empresas possam apresentar projetos para o desenvolvimento local”, disse Arbache.

O diretor-presidente da Câmara de Comércio Brasil-China/ES, Carlos Eiras, falou sobre a necessidade e capacidade de se desenvolver negócios na área portuária. “O fundo agora nos possibilita, por exemplo, unir grupos empresarias para viabilizar uma Zona Especial de Desenvolvimento (ZED), que é um projeto com investimento elevado”, apontou Eira, que contou com o apoio.

 

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