Operações de crédito para pessoas jurídicas no ES caem há quatro anos

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Foto: Cacaroot Thinkstock

O resultado registrado no Espírito Santo é inferior ao percebido em âmbito nacional

A concessão de crédito para pessoas jurídicas apresentou queda pelo quarto ano consecutivo em 2017. É o que mostra a análise do Instituto de Desenvolvimento Educacional e Industrial do Espírito Santo (Ideies), no Boletim Econômico Capixaba.

Embora o crédito no país tenha registrado alta de 0,4% no último ano, com R$ 3,28 trilhões, houve variação de -5,4% no volume ofertado para pessoas jurídicas, totalizando R$ 1,41 trilhão.

No Espírito Santo, o saldo de operações sofreu recuo para pessoas físicas e jurídicas, ficando abaixo da média nacional. Para as famílias, houve variação negativa de 0,7% no ano passado, enquanto o país teve alta de 2,6% no mesmo período. Para as empresas capixabas, a redução foi de 11,3%, contra queda de 9,6% na média nacional para pessoas jurídicas. A boa notícia destacada pela publicação é a diminuição no ritmo de queda.

“Pelo terceiro ano seguido houve queda no saldo de operações e, em todos os casos, o resultado no Estado foi pior que o do país. A análise, no entanto, nos permite observar que o Espírito Santo iniciou uma reversão da trajetória negativa, diminuindo o ritmo dos resultados negativos: em 2016, o saldo para pessoas jurídicas e físicas havia sofrido retração mais intensa, com -17,5% e -5,3%, respectivamente”, detalhou o diretor-executivo do Ideies, Marcelo Saintive.

O Boletim Econômico Capixaba trouxe como destaque os desafios para o cumprimento da Regra de Ouro no país em 2019. O mecanismo, previsto na Constituição Federal de 1988, prevê que as operações de crédito do Governo Federal não podem ser superiores às despesas de capital (investimentos, inversões financeiras e amortização da dívida). A sequência de déficits do Governo é um dos desafios enfatizados na análise produzida pelo Ideies.

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