Operação Lava Jato: Delfim Netto na mira da PF

Foto: Agência Brasil

Esta é a 49ª fase da Lava Jato, batizada de Operação Buona Fortuna, que cumpre mandados em São Paulo e Paraná

Mais um desdobramento da Operação Lava Jato, que está na 49ª fase. A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (9) a Operação Buona Fortuna. Ao todo, são nove mandados de busca e apreensão nos estados do Paraná e de São Paulo.

As equipes investigam o consórcio de empreiteiras diretamente interessado nos contratos de construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Há indícios de pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos e políticos. Os mandados judiciais foram expedidos pelo juízo titular da 13ª Vara Federal de Curitiba.

Os policiais cumprem quatro mandados de busca e apreensão em Curitiba, um no Guarujá (SP), um em Jundiaí (SP) e três em São Paulo. As investigações até agora identificaram práticas semelhantes às de outras fases da Operação Lava Jato.

Uma das casas em que a PF faz buscas é a do ex-ministro da Fazenda Delfim Netto. Há suspeitas de que ele recebeu 10% da propina do consórcio, e o restante era destinado ao PMDB (agora MDB) e ao PT.

Em depoimento, o ex-executivo da Andrade Gutierrez revelou pagamento de R$ 15 milhões a Delfim. O dinheiro veio do Consórcio Norte Energia, composto pelas empresas Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Odebrecht, OAS e J. Malucelli, por meio de contratos fictícios de consultoria.

Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, o grupo de empresas pode ter sido favorecido no leilão de concessão de Belo Monte. O Ministério Público usou informações obtidas pelos acordos de leniência firmados com a Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Odebrecht. No caso da Odebrecht, os pagamentos direcionados a Delfim Netto vinham com o codinome “professor”.

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