ES adota com sucesso nova tecnologia educacional do MEC

Os professores do Centro Nacional de Mídias de Educação gravam aulas e interagem com alunos de todo o Brasil (Fotografia - Marcelo Camargo/Agência Brasil)

As secretarias de educação que participam do Centro Nacional de Mídias da Educação (CNME) têm autonomia para incorporar a proposta aos currículos de ensino médio.

O Ministério da Educação (MEC), que desenvolve a iniciativa em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), não definiu um padrão único, para que cada escola possa se beneficiar conforme seu contexto regional. No Espírito Santo, o projeto foi adotado em unidades escolares de Afonso Cláudio, de Laranja da Terra, de Muniz Freire, de Dores do Rio Preto, de Nova Venécia, de Pinheiros, de Boa Esperança, de Pancas (em duas escolas), de Governador Lindenberg, de São Mateus, de Mantenópolis, de Água Doce do Norte e de Ecoporanga.

Como as aulas não são sequenciais, as escolas podem selecionar os dias em que serão ministradas. “Os roteiros são encaminhados com antecedência pelo CNME, o que possibilita condições de planejamento interdisciplinar”, explica a assessora especial de Tecnologia Educacional da Secretaria de Educação do Espírito Santo, Carmem Lúcia Prata. “Com isso, as atividades do centro de mídias podem ser ampliadas e conectadas dentro do planejamento de cada professor envolvido, entre elas, as de pesquisa e produção dos alunos.”

Os dois conteúdos ofertados – tecnologia e mundo do trabalho – foram escolhidos pelas próprias secretarias estaduais de educação. No estado, a orientação é que as escolas definam a quais aulas querem ter acesso a partir de discussão com os alunos e suas famílias, considerando a realidade das comunidades e os interesses dos adolescentes e jovens.

“A participação dos alunos no Centro de Mídias ocorre em, pelo menos, um dia da semana. A critério da escola, desde que seja garantido o plano de ensino dos professores, mais aulas do Centro de Mídias podem ser incluídas na semana”, informa Carmem Lúcia.

As escolas que participam do CNME precisam elaborar um plano de ação, em que constem informações como a apresentação do contexto da escola (quem são os alunos e como o Centro de Mídias se insere na proposta pedagógica); as disciplinas envolvidas e o número de alunos participantes.

Centro de Mídias

O CNME é uma iniciativa de educação presencial mediada por tecnologia. As aulas são realizadas nos três turnos, a partir do estúdio em Manaus (AM).

A participação das secretarias de educação é por adesão. O lançamento aconteceu em novembro de 2018, com a participação de 17 estados e do Distrito Federal, beneficiando 10.000 alunos em 150 escolas. Para o próximo ano, estão confirmadas 500 escolas em 25 unidades da federação.

O custo é totalmente financiado pelo MEC. Os investimentos para implementação em todo o país totalizam R$ 40 milhões de reais.

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