Investimentos e mudança de cultura marcaram o mercado

O Banestes investiu R$ 23,6 milhões em tecnologia da informação

Bancos registraram aumento em todas as operações oferecidas, resultado do otimismo dos investidores

A movimentação política gerada pelas eleições 2018 pouco afetou o mercado financeiro capixaba. O trabalho dos operadores em reestruturação pós-crise econômica continuou consistente. Assim, os resultados positivos foram despontando. No nível macro, a economia do Espírito Santo ajudou esse segmento a crescer por já ter ganhado impulso em 2018, elevando os índices de confiança dos consumidores e empresas.

“Há uma confiança em melhorar, o que significa mais crédito, mais postos de trabalho, mais renda, mais impostos, fatores importantes para colocar a economia em dia. Nesse clima de otimismo, o Espírito Santo está organizado financeiramente, situação que o torna propício a realizar bons negócios, destacando-se no cenário nacional”, disse o economista José Márcio Barros, da Valor Investimentos.

Banestes: tecnologia em favor da lucratividade

O Banestes obteve lucro líquido de R$ 136 milhões no acumulado dos nove primeiros meses de 2018, um avanço de 9,7% se comparado ao mesmo período de 2017. Com isso, registrou novo recorde histórico: R$ 187 milhões nos últimos 12 meses corridos, aumento de 12% contra os 12 meses subsequentes. O resultado anual de 2017, fechado em R$ 175,2 milhões, já havia sido histórico para o banco. “Trabalhamos muito para fazer entregas relevantes de produtos e serviços para nossos clientes com foco em melhorar a experiência deles. Para isso, investir em tecnologia da informação foi o diferencial”, declarou o diretor-presidente da instituição, Michel Sarkis.

Em 12 meses, o saldo de crédito consignado alcançou alta de 9,5%, o crédito pessoal aumentou 20,9%, e o capital de giro cresceu 17,5%. Já a carteira de crédito comercial (conceito Banco Central) superou o saldo de R$ 4,1 bilhões, sendo R$ 2,4 bilhões (59,4%) de operações com pessoas físicas e R$ 1,7 bilhão com pessoas jurídicas (40,6%). Da carteira deste último grupo, 86,6% são concessões a micro, pequenas e médias empresas.

O índice de inadimplência da carteira de crédito comercial (acima de 90 dias) encerrou o terceiro trimestre em 3,4%. No segmento pessoa física, atingiu 2,1%, enquanto no corporativo ficou em 5,3%. Para que os indicadores se mantenham em ascensão, o Banestes direcionou grande parte de seu esforço em melhorias da área de tecnologia da informação e comunicação. De janeiro a setembro de 2018, foram destinados R$ 23,6 milhões para esse campo, proporcionando aperfeiçoamento nos serviços bancários.

Os financiamentos urbanos do Bandes saltaram de 7,2% para 15,4%
Bandes: alteração de perfil

De acordo com os dados do BC, a participação do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) subiu de 11,9% para 13,5% no mercado financeiro capixaba em termos de movimentação de crédito, entre 2015 e o início de 2018. O diretor-presidente Aroldo Natal destacou que os resultados positivos apresentados são reflexos no reposicionamento da entidade. “Após estudos e trabalho de campo, ano a ano fomos criando linhas que tornaram muito mais atrativa a obtenção de crédito por todos os segmentos do mercado”, destaca.

A presença no segmento rural manteve-se constante no período, em cerca de 30%. Já em relação à participação em financiamentos urbanos, o banco capixaba deu um salto expressivo: saiu de 7,2%, em 2015, para 20%, em 2018, do total de financiamentos destinados a empreendimentos urbanos.

O Fundesul, que tem o Bandes como gestor e operador financeiro, atua como mecanismo de desenvolvimento da Região Sul, de forma a diminuir a desproporção desta área em relação aos municípios da Região Metropolitana e do norte do Espírito Santo, estes últimos com incentivo assegurado pela Sudene. Apenas em 2018, foram aprovados R$ 14,7 milhões para empreendimentos no sul capixaba. Outra novidade no período foi o lançamento, em outubro, do Fundesul Presidente Kennedy. Os recursos foram investidos pela prefeitura local.

Fonte: Bandes (excluindo NossoCrédito)
* Participação do Bandes no mercado financeiro capixaba
O Sicoob ES foi uma das cooperativas que apresentaram bons resultados mesmo em meio à crise do país
Sicoob: aumento nas transações com cartão

O Sicoob ES, que faz parte do maior sistema cooperativo de crédito do país, encerrou o primeiro semestre com um resultado de R$ 156,8 milhões, um recorde histórico para o período. Em comparação com os seis primeiros meses de 2017, o avanço foi de 26%. A instituição também registrou elevação de 24,3% na receita de serviços e de tarifas. Esse crescimento foi propiciado pelas transações com cartão, com aumento de 21%, e pela venda de consórcios e de seguros, cujo acréscimo foi de 7,8%.

Os ativos do Sicoob ES, que são os bens e direitos da organização, chegaram a R$ 6,5 bilhões, uma alta de 16,6% em relação ao primeiro semestre de 2017. A carteira de crédito expandiu-se 11,3%, passando para R$ 3,9 bilhões.

Bento Venturim, presidente da coorperativa, enfatiza que a sociedade vê na entidade uma opção de gestão financeira viável, acessível e segura. “Isso se deve ao fato de nossa atuação ser pautada no profissionalismo e focada no desenvolvimento de todos os integrantes”, afirma.

Conteúdo Publicitário

Aproveite as promoções especiais na Loja da ES Brasil!