2017: mais Escola Viva e menor evasão de jovens

Escola-Viva
O programa jovem de futuro chegou a 209 escolas em 2017

A educação no Espírito Santo é marcada pela ampliação do Escola Viva e pela redução de 90% na evasão escolar com o programa Jovem de Futuro

A rede estadual de educação no Espírito Santo teve orçamento de mais de R$ 2 bilhões em 2017. Os investimentos garantiram o funcionamento de 500 escolas e o atendimento a 260 mil alunos.

O grande destaque no Estado são a consolidação e a ampliação do programa Escola Viva, promovido pela Secretaria de Educação (Sedu). Lançada em 2015, a iniciativa já oferece 20 mil vagas de tempo integral.

Investimentos na Educação de 2014 a 2017
Fonte: Lei Orçamentária Anual (LOA)

Outro fato marcante foi a redução de 90% na evasão escolar com o programa Jovem de Futuro. Implantado na rede estadual em 2015, em parceria com o Instituto Unibanco, o programa começou com mais de 72 mil estudantes. A evasão escolar no ensino médio é um desafio em todo o Brasil. No Estado, segundo pesquisa divulgada em junho pelo MEC, o índice é de 12% (dados referentes a 2014/2015), seguindo a média nacional. Os primeiros resultados do programa foram divulgados pelo governo do Estado em dezembro. Em 2017, além das 143 escolas onde já existe o projeto, outras 66 unidades começaram a participar. A intenção é que toda a rede pública seja contemplada até o fim de 2018.

Escola Viva

Atualmente, há 17 escolas funcionando sob o modelo da Escola Viva. Mas outras 15 unidades de tempo integral serão adicionadas em 2018. A expectativa é que, até 2030, sejam 300 unidades atendendo os alunos do ensino médio.

“O nosso compromisso com a educação é para formar uma juventude de alto nível de conhecimento e preparada para o mundo de hoje”, considerou o secretário de Educação, Haroldo Rocha, quando anunciou as novas unidades. “Esse é um projeto de vida para a nossa juventude. A escola precisa ser uma ferramenta de emancipação humana para que o indivíduo possa progredir”, finalizou.

Queda educação básicaEnsino técnico

A Sedu ofereceu, nos últimos três anos (desde 2015), mais de 36 mil vagas em cursos de educação profissional técnica. As escolas capacitam os estudantes e os egressos em várias modalidades. Há também o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), do governo federal, e o Bolsa Sedu, que financia alunos da rede pública estadual em cursos técnicos de escolas privadas credenciadas.

O mercado de trabalho capixaba conta ainda com um grande formador de mão de obra especializada, que é o Senai. Em 2017, a instituição contabilizou 80.441 alunos. Os investimentos nas unidades do Senai somaram, em 2017, R$ 12 milhões.

Foram inaugurados este ano o Senai Centro Moda de Vila Velha, o novo Senai de Cachoeiro de Itapemirim, o Centro de Treinamento Guidoni, em São Domingos do Norte, e a Unidade Móvel de Manutenção Automotiva.

Joaquim Beato
Em 2018, a Escola Viva contará com mais 15 unidades, somando 32 escolas e 20 mil vagas no ensino em tempo integral
Crise impacta rede particular

As escolas particulares vêm sofrendo os efeitos da crise econômica nos últimos anos. O Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo (Sinepe-ES) apresentou comparações dos dados de 2016, que são os mais recentes, com anos anteriores. As matrículas na educação básica mostram uma redução de 7,3% em relação a 2014. Já no ensino superior, a queda foi de 6,7%.

Segundo o presidente do Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe-ES), Antonio Eugênio Cunha, da educação infantil ao ensino médio, 22 escolas foram fechadas em 2017 em todo o Estado. No ensino superior, ocorreram fusões e aquisições de instituições, totalizando sete faculdades.

Números da Educação Particular
Fonte: Sinepe-ES

“Com o desemprego e a redução da renda familiar, na educação básica cerca de 5.000 alunos foram transferidos para a rede pública este ano. Já no ensino superior, houve aumento de abandonos e desistências, chegando à ordem de 28.000 alunos”, informou Cunha.

Já o Sesi, maior rede privada de ensino do Estado, ligada à Federação das Indústrias, continua em expansão e atendeu, em 2017, 10.188 alunos. A previsão para 2018 é que o número chegue a 11 mil. O valor investido para a manutenção da rede ficou em R$ 42 milhões no decorrer do ano.

Ensino superior

A educação superior federal no Estado vem sofrendo restrições e cortes de ordem orçamentária. Mesmo assim, a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) informou que mantém as atividades de ensino, pesquisa e extensão com regularidade. Atualmente, a Ufes oferece 104 cursos de graduação presencial e oito na modalidade à distância.

A manutenção dos recursos também é um desafio para o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), que oferece 105 cursos técnicos e 49 cursos de graduação. Porém, a administração se movimenta para estabelecer parcerias para o financiamento de iniciativas de pesquisa, extensão e inovação e o custeio de equipamentos e reformas.

“Acreditamos na consolidação da rede Ifes no Estado e vemos possibilidades de crescer em número de cursos, projetos e pesquisas, apesar do cenário de dificuldades”, garante o reitor Jadir Pela.


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