Luciana Sandri: O Estaleiro Jurong Aracruz já mostra que é uma grande referência

Diretora Institucional do Estaleiro Jurong Aracruz (EJA), Luciana Sandri destaca a importância do empreendimento para o Espírito Santo, que deverá se tornar referência em todo o Brasil por conta do pólo naval. Com 40% de suas obras concluídas, o EJA recebe em maio o casco do primeiro navio sonda para exploração do pré-sal brasileiro com uma previsão para ser entregue em junho de 2015.  

Como andam as obras de construção do Estaleiro Jurong Aracruz? O que já se encontra concluído?
Já temos aproximadamente uns 40% de conclusão física da obra. O quebra-mar já chegou ao ponto máximo dele e sua estrutura já está praticamente no final. Temos o cais sul e o píer do sul que também são estruturas importantes e já se encontram bem adiantadas; equipamentos nossos que estão chegando como o guindaste flutuante (que vai ser um dos maiores da América) e os prédios administrativos.

Quando devem ser iniciadas as obras da primeira embarcação para o pré-sal do Brasil? Elas serão feitas em paralelo com a construção do EJA?
Sim, serão feitas em paralelo. O casco do primeiro navio sonda que vem de Cingapura já está em fase final, para ser rebocado até o Brasil e em seguida, dar continuidade aos trabalhos como a montagem de módulos, por exemplo. A construção da sonda já foi iniciada e está bem adiantada. A previsão é que ele seja entregue em junho de 2015.

O dique seco, que estava previsto anteriormente, foi substituído pelo o dique flutuante. Qual o motivo dessa mudança e no que ele beneficiará o EJA?
O dique flutuante será maior do que o dique seco e isso permite ampliar a questão de reparos de navio. Além disso, aumenta a nossa área em terra para a montagem de módulos. Com essa alteração de layout aumentamos também a estrutura do cais.

Qual a importância do estaleiro para a geração de emprego e renda em Aracruz? Quantos profissionais serão beneficiados com este empreendimento?
A previsão é de 5400 operários no pico da obra. Atualmente nós temos 223 colaboradores diretos do EJA e 900 colaboradores de empresas terceirizadas. Além disso, estamos oferecendo cursos de treinamento: em 2012, treinamos 731 pessoas para a área indireta e em 2013, oferecemos 995 vagas de treinamento voltadas para a área de operação: caldeireiro, mecânico, montador de estrutura metálica, pintor e soldador. Em 2014, temos a previsão de oferecer 1115 vagas. Vale a pena frisar ainda que atualmente 92% dos nossos fornecedores são do Estado e cerca de 46% são de Aracruz e Fundão. Também temos um programa interessante de transferência de tecnologia que é um acordo entre o EJA, o Ifes e o Instituto Politécnico de Cingapura. No ano passado, enviamos 23 estudantes da área de Mecânica do Ifes, juntamente com três professores para fazer uma pós-graduação em tecnologia naval e oceânica e em seguida, fazerem um estágio nos estaleiros do Grupo Jurong.

Com o EJA, o Espírito Santo se tornará referência em todo o país?
Sem dúvida. O estaleiro já mostra que é uma grande referência, pois tem contratos com a Sete Brasil e com a Petrobras. Só o fato dele ter essa carteira de contratos já demonstra uma confiança na empresa e já o coloca como um novo pólo naval no Espírito Santo. 

 

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