Investidores na empresa familiar

Assim como qualquer negócio, as empresas familiares dependem de capital para impulsionar o seu crescimento. Afinal, crescer é um imperativo para a manutenção do bem-estar da família.

À medida em que uma empresa cresce é preciso que ela disponha de fontes sólidas de financiamento, seja através de reinvestimento de lucros, de financiamento de bancos ou mercado de capitais ou, em caso de negócios maiores, através da captação de recursos via abertura de capital ou de private equity. Essas duas últimas alternativas trazem implicações sensíveis para a empresa familiar, que passa a caminhar sobre uma linha tênue entre atrair o financiamento necessário e preservar o controle do negócio no poder da família.

A abertura de capital requer um grau de aderência muito forte a regras de governança corporativa impostas pelo mercado, que dificultam sua adoção, sem um anterior e complexo trabalho de adaptação.

A entrada de um fundo de private equity (FIP) no capital da empresa, por outro lado, pode ser um caminho mais curto e, ainda assim, trazer grandes benefícios, uma vez que junto com o dinheiro de um investidor profissional vem também governança, profissionalismo, organização e conhecimento de negócios paralelos e sinérgicos.

Todavia, serão necessárias mudanças culturais e de procedimentos internos muitas vezes enraizados há anos ou décadas na empresa familiar e na vida de seus sócios. Será imposto aos gestores familiares que passem a pensar diferente, absorvam um comportamento corporativo profissional e, entre outras coisas, observem regras de compliance.

Também é preciso estar preparado para possíveis choques de visão. Um FIP é um sócio que tem um horizonte de investimento diferente do da família. Enquanto esta preocupa-se com a longevidade da empresa e a manutenção do bem-estar dos familiares, o FIP está focado no retorno e no crescimento do negócio, que lhe permitam valorizar o ativo investido e vender sua participação mais adiante. Nesse sentido, os FIPs costumam controlar mais de perto a área financeira da empresa, não raro indicando até um CFO.

No entanto, uma vez que a família controladora tenha a maturidade suficiente para conviver com um sócio de private equity, os benefícios para o negócio podem ser muito grandes, até mesmo pavimentando a estrada para um futuro IPO e a transformação da empresa numa verdadeira corporação.


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