Idosos: acolhimento, solidariedade e doação

O Asilo dos Idosos, a Sociedade de Assistência à Velhice Desamparada, que funciona em Vitória (ES) há 78 anos.

Sociedade de Assistência à Velhice Desamparada de Vitória (ES) trabalha na promoção do cuidado e do bem-estar social de idosos

Ocorpo já não se move como na força da juventude. São histórias marcadas na pele, no olhar, nos gestos, de pessoas que mantêm vivo o sentimento no coração, que já viveram boa parte de sua jornada e que agora querem apenas ter carinho e se lembrar de suas experiências.

O Brasil tem a quinta maior população idosa no planeta. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de pessoas com idade superior a 60 anos chegará a 2 bilhões até 2050, o que representará um quinto da população do globo.

Com o avanço dessa faixa etária, cresce também a procura por abrigos destinados a esse público, já que a rotina de uma sociedade mais ávida por trabalho e conquistas gera a falta de tempo. O resultado disso é que muitos idosos são deixados pela família em asilos ou casas de repouso.

Nessa tarefa, amor, atenção e cuidado são essenciais

É o que faz o Asilo dos Idosos, a Sociedade de Assistência à Velhice Desamparada, que funciona em Vitória (ES) há 78 anos. A casa acolhe os internos com atividades que proporcionem bem-estar social, através de trabalhos lúdicos e terapêuticos, com dança, música, passeios e até festas e confraternizações.

“Nós oferecemos acolhida e tratamento humano diferenciado, com aquele aconchego de casa que eles merecem. Afinal, muitos foram maltratados e sofreram negligência familiar. A felicidade está estampada no rosto deles quando participam das oficinas, pois de alguma maneira estão sendo lembrados. Esse é o nosso dever, e a gente acaba se sentindo feliz também”, afirmou a assistente social Valdete Chagas, que trabalha há oito anos com programas de promoção aos idosos.

Atualmente o espaço abriga 79 internos, tanto do Espírito Santo quanto de outros estados. Cerca de 35% deles não possuem nenhum tipo de relacionamento familiar. A maioria mantém a expectativa da felicidade e de seus sonhos vivos, como mostram as palavras da dona Maria dos Anjos, 93, que está lá há cinco anos. ”Eu tenho muita esperança de um mundo melhor e desejo que as pessoas sejam mais felizes”, comentou.

O asilo

Ao todo, 65 funcionários permanentes cuidam dos idosos, e um grupo de 20 voluntários prestam serviços por meio de oficinas. “É uma doação de alma e de coração. É dignificante e satisfatório. Todos se dedicam ao trabalho com muito carinho. Estamos cumprindo o nosso papel, que é de ser solidários e de ajudar. Procuramos dar as melhores condições para nossos abrigados, porque eles são carentes e precisam de nossa ajuda”, explicou João Ângelo Baptista, que preside a instituição há nove anos.

O local é aberto à visitação diariamente, inclusive nos feriados. Qualquer interessado pode conhecê-lo. “Eles sempre ficam mais felizes quando recebem visitas”, acrescentou.
Toda ajuda é bem-vinda, já que 50% dos recursos financeiros são captados por doações.

“Com a crise econômica, a arrecadação diminuiu, nem sempre conseguimos cobrir todas as despesas com o dinheiro que chega. Fazemos um trabalho que comove a sociedade, mas para isso é necessário que todos colaborem. Seria impossível esse trabalho sem as doações. Peço que a sociedade se envolva e se torne um associado da instituição”, conclamou João Ângelo.

Valdete aprendeu no local a melhor expressão de simplicidade e felicidade. “É muito prazeroso trabalhar com quem tem muito a nos ensinar. Os idosos são experientes, sensíveis e amorosos. Isso me faz amadurecer como pessoa e pensar no amanhã, pois pode ser eu que esteja precisando de ajuda no futuro”, observou.

Separar um tempo para se dedicar aos internos é uma forma de agradecer a essas pessoas que tanto já fizeram por nossa história. Um pequeno gesto de alguém pode gerar uma nova perspectiva para eles. “Traz energia positiva. O meu desejo é que as pessoas sejam mais sinceras e que convivam mais umas com as outras. Assim o mundo será bem melhor”, disse Célio Palmeira, 83 anos.

Envolva-se!
Para doações: www.asilodevitoria.com.br
Serviço voluntário: [email protected]
Tel: (27) 3223-3678
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