Em busca de uma identidade tecnológica

O século 21 aposta na inovação como aliada para içá-lo a novos patamares de desenvolvimento

Cada um dos últimos três séculos foi dominado por um tipo de tecnologia. O século 18 foi marcado pelos grandes sistemas mecânicos que precederam a revolução industrial. No século 19, consolidou-se o reinado da máquina a vapor. E o século 20 teve o computador como a grande estrela, que se aprimorou e se expandiu no suporte a praticamente todas as áreas do conhecimento.

Observa-se que a evolução das sociedades está intrinsicamente ligada às inovações permitidas por avanços tecnocientíficos. Daí a pesquisa mostrar-se imprescindível no contexto histórico das civilizações. Imediatamente vem à tona a importância da educação, substrato civilizatório que permitirá a escalada na régua de estágios de desenvolvimento das nações.

Chacoalhada por ciclos cada vez menores de mudanças, a economia já não se admite sem a tecnologia, no auge do capitalismo informacional. E a assimetria da desigualdade permanece sendo a grande questão social relativa ao sistema em vigor, ainda pouco inclusivo. A princípio, questões humanas não são um problema tecnológico, mas sim político-administrativo. A substituição inevitável do homem pela máquina em muitos setores evidencia uma relação pouco harmônica entre o orgânico e o digital, mas o ser humano, de qualquer classe social, vale-se igualmente desses benefícios à mão. A bem da verdade, os estratos menos favorecidos também são favorecidos por pesquisa e inovações através das varias facilidades por elas oferecidas, entre as quais recursos de comunicação, como smartphones; de entretenimento, como as TVs inteligentes; e de logística em geral.

O que parece mais precário na vida de quem rema à margem do sistema é o processo de distribuição de renda e alimentos, assim como ainda falham as áreas de suporte aos coletivos humanos, quais sejam: educação, saúde e segurança, principalmente. Estas ainda carecem de saltos, especialmente em países emergentes. Daí a importância de a política evoluir a bordo de modernas tendências e metodologias de vanguarda, bebendo nas mesmas fontes da pesquisa e dando as mãos às universidades, ONGs e empresas, sendo que das últimas espera-se uma participação social de coautoria corporativa, por meio da corresponsabilidade institucional.

“A economia já não se admite sem a tecnologia”

O onda startup que se espraiou nas areias do século 21 pode ser a identidade tecnológica deste tempo, visto que traz em seu escopo a inovação tecnológica e um novo modelo mental a derivar meios mais ágeis, baratos, eficientes e eficazes diante do volume, da abrangência, da complexidade e do dinamismo dos dilemas que desafiam o paradigma civilizatório de até então.


Sidemberg Rodrigues  é escritor e membro da Academia Brasileira de Direitos Humanos (ABDH)

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