ES tem o melhor Ensino Médio do Brasil, aponta índice

Fotografia - Leonardo Duarte/Governo do Estado

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Educação nesta segunda-feira (03)

O Estado do Espírito Santo tem o melhor Ensino Médio do Brasil. É o que aponta o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado, nesta segunda-feira (03), pelo Ministério da Educação (MEC). Considerando as escolas públicas e privadas, o Estado teve a média 4,4 no Ensino Médio.

“O resultado é extraordinário para o nosso Estado. Devo registrar que isso é uma obra coletiva que envolve o trabalho do professor Haroldo, demais profissionais da educação e dedicação de nossos estudantes. Não estamos comemorando o ponto de chegada. Estamos celebrando a caminhada que está sendo feita no Espírito Santo. No presente, queremos ser líderes no Brasil, mas nossa caminhada é para chegar ao nível das melhores instituições de ensino no mundo”, explicou o governador Paulo Hartung.

Segundo o Ideb 2017, o crescimento da rede pública estadual do Espírito Santo é o maior registrado desde que o indicador foi criado, em 2005. Com uma expansão de 0,7 pontos (ou cerca de 21% com relação a 2013), o Ensino Médio da rede estadual, que representa 286 escolas e aproximadamente cem mil estudantes do Estado, atingiu 4,1 pontos, em 2017, subindo da décima primeira posição, em 2013, para a segunda melhor colocada no país. O primeiro colocado das redes estaduais foi Goiás, com 4,4 pontos.

De acordo com resultado, o Espírito Santo tem a melhor nota em termos de desempenho acadêmico dos estudantes. O crescimento do Estado foi de 10,5 pontos em Matemática e de 6,2 pontos em Língua Portuguesa. Pela primeira vez o Estado lidera nas duas disciplinas, alcançando a melhor proficiência no Ensino Médio do País. Esse resultado é referente ao Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).

O Espírito Santo cresceu também em termos de indicador de rendimento (aprovação) e mostrou bons resultados no índice de abandono. A taxa de aprovação da rede estadual de ensino do Espírito Santo foi de 83% em 2017, sendo que, em 2015, a taxa de aprovação do Estado era de 76,4%.

Em 2005, 20% dos estudantes abandonavam a escola. Já em 2017, o índice foi de 3,4%. Em relação ao número de reprovação houve uma queda quando comparado ao ano de 2015: de 17,9% para 13,6% em 2017.

No Ensino Fundamental (anos iniciais – 1º ao 5º ano) o crescimento foi de 0,3 pontos, alcançando 5,4 pontos; e no Ensino Fundamental (anos finais – 6º a 9º ano) também houve evolução subindo de 4,0 em 2015 para 4,4 pontos em 2017.

Para o secretário de Estado da Educação, Haroldo Rocha, a implantação de programas prioritários, como a Escola Viva, o Jovem de Futuro e o Pacto pela Aprendizagem no Espírito Santo (Paes) colaboraram para o sucesso alcançado, junto com a participação da família, o empenho dos professores e a dedicação dos estudantes.

Fotografia – Leonardo Duarte/Governo do Estado

“Nosso sentimento é de um resultado extraordinário, no ponto de vista de crescimento. Esse é o resultado do trabalho de uma rede focada na aprendizagem dos nossos estudantes, desde os técnicos da Sedu até a sala de aula com o professor. Se olharmos os outros estados, podemos ver que o Espírito Santo é o que mais cresceu nessa década em aprendizagem. Algo diferente está sendo feito aqui e isso nos indica que estamos na direção certa”.

Ideb

O Ideb é um indicador geral da educação nas redes privada e pública, uma espécie de nota. Para chegar ao índice, o MEC calcula a relação entre rendimento escolar (taxas de aprovação, reprovação e abandono) e desempenho no Saeb/Prova Brasil aplicada para crianças do 5º e 9º ano do fundamental e do 3º ano do ensino médio. O índice é divulgado a cada dois anos e tem metas projetadas até 2021, quando a expectativa para os anos iniciais da rede estadual é de uma nota 6,0.

Assim, para que o Ideb de uma escola ou rede cresça é preciso que o estudante aprenda, não repita o ano e frequente as aulas.

Até 2015, os resultados do Ensino Médio eram calculados a partir de uma amostra de escolas. Pela primeira vez, o Saeb foi censitário para as escolas públicas desta etapa e opcional para as escolas particulares.

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