Governador elogia voluntariado da Igreja no dia do pastor

Em comemoração ao Dia do Pastor, data celebrada no segundo domingo do mês de junho, o governo do Espírito Santo reuniu líderes religiosos para uma homenagem.

Aproximadamente 200 pastores estiveram presentes no evento, realizado no Salão São Thiago, no Palácio Anchieta, em Vitória. O governador Paulo Hartung ressaltou a importância do trabalho voluntariado prestado pelas instituições religiosas em território capixaba.

“Quero valorizar, em nome dos capixabas, o trabalho que os senhores e as senhoras realizam em nosso Estado. Ao mesmo tempo em que fortalecem a fé, estendem a mão aos mais necessitados e auxiliam em ações com moradores de rua e com aqueles que têm dificuldades no consumo de drogas lícitas e ilícitas. Celebrar essa data, é comemorar este belo trabalho que é realizado em todo território do Espírito Santo e mundo a fora”, declarou Paulo Hartung.

DESAFIOS

O governador destacou que o atual contexto socioeconômico é desafiador, porém o país conseguirá atravessar a resseção. Hartung pontuou a necessidade de reformas estruturantes para o Brasil ganhar competitividade sistêmica, retornar ao crescimento e, consequentemente, retomar a geração de emprego e oportunidades.

“Estamos atravessando um período de desafios sistêmicos. Em nosso Estado, enfrentamos a crise hídrica, a paralisação da Samarco que responde por 5% do nosso PIB e a crise nacional que afeta diretamente os Estados, porém mesmo assim o Espírito Santo está firme e com as contas rigorosamente em dia. Estamos administrando com arrecadação em queda, mas com as contas em dia e avançando em políticas públicas inovadoras como o Escola Viva, que já abriu 10 mil vagas, o Pacto pela Aprendizagem e o Ocupação Social que dialoga direto com jovens que não estudam e nem trabalham nos bairros mais perigoso do nosso Estado”, afirmou.

Ao falar dos desafios enfrentados, Hartung citou algumas ações desenvolvidas na área do meio ambiente, em especial as ações para preservação de água, com a construção de barragens, e o projeto Reflorestar que atua na recuperação de florestas, tendo ampliado a cobertura vegetal em 11 mil hectares. Outra ação do governo, destacada também pelo governador foi o Programa das Águas e da Paisagem, que já está recuperando rios na região do Caparaó e tem o objetivo de melhorar a gestão sustentável dos recursos hídricos, aumentando o acesso da população ao saneamento básico, assim como proporcionar o uso racional dos solos.

2 Comentários

  1. A matéria que tem o titulo ” Governador elogia voluntariado da Igreja no dia do pastor”, em que pese o reconhecimento do papel e valor das igrejas evangélicas, precisa de um questionamento profundo.
    A partir do momento em que as igrejas começam a formar suas bancadas politicas, criando bases para formações de partidos políticos que tendem para um lado e para outro, políticos candidatos começam a assediar grupos religiosos como o que está posto na matéria.
    Qual o político candidato que não se interessaria por um público de 200 pastores que falam durante a semana toda para milhares de pessoas, sem necessidade de convocação? Qual o politico que não se interessa por isto?
    Ocorre que o estado é laico.
    Ocorre que não são apenas os evangélicos que fazem trabalho voluntários. Ocorre que a constituição veda o privilégio a determinados grupos.
    Dirão em defesa: ERA O DIA DO PASTOR EVANGÉLICO! Sim… mas pergunto: Haverá também igual reconhecimento do voluntariado católico que é muito maior que o voluntariado evangélico? E o voluntariado espírita? O Governo cuidará do voluntariado destes grupos? Privilegiará com recursos as obras sociais evangélicas diferentemente das obras de outros grupos religiosos?
    Por detrás disto está o direcionamento do ensino religioso evangélico nas escolas em detrimento da espiritualidade que deve permear a educação do ser integral?
    Simpática a medida para os evangélicos, mas preocupante, por diversos aspectos. Toda vez que a Igreja se misturou com o Estado, registros da história, não deu boa coisa.
    Lideres religiosos políticos, que se associam à política partidária, criam outros interesses distanciados da fé e dos verdadeiros objetivos do Evangelho.
    Uma coisa é bom relacionamento e outra é tratamento diferenciado e criação de grupos políticos de que se enamoram os politicos de carreira, políticos de profissão.
    Assusta-me, ver o momento brasileiro – economico, moral, politico social, previdenciário e administrativo ser apoiado por grupos políticos religiosos. Qual a posição das igrejas diante dos quadros que aí estão, inclusive, da situação da educação, da saude e da questão penitenciária? De apoio ao governo?
    Quero perguntar aos lideres presentes e ao Governador do Estado, o que está mesmo por detrás do encontro?
    Privilégios para algum grupo? Haverá o mesmo reconhecimento para todos? E a diversidade religiosa vai ser considerada como politica pública? E o Estado laico foi pro espaço?

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