Geração Z não quer qualquer estágio

(Fotografia - ABRH)

A bolsa-auxílio não é a prioridade dessa geração que está chegando ao mercado de trabalho

Os jovens da geração Z (nascidos entre 1990 e 2010) estão desembarcando no mundo do trabalho e fazendo a área de Recursos Humanos das companhias repensarem novamente as políticas de retenção de talentos. De acordo com levantamento do Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee) encomendado à Toledo e Associados, ao menos 44% dos jovens analisaram aspectos como identificação com a empresa, plano de carreira e crescimento antes de aceitar proposta de efetivação na empresa em que estagiam.

Realizada com estudantes de um grupo de universidades de São Paulo, entre julho e agosto, a pesquisa apontou que, para 64% dos estagiários, atuar na área relacionada com o curso e não ocupar uma função operacional é principal motivação por uma vaga. Já 47% levam em consideração as oportunidades de crescimento dentro da companhia.

Entretanto, o levantamento mostrou que 56% dos estudantes permaneceram nas empresas em que iniciaram o estágio. Pelo menos 73% querem seguir esse caminho e esperam ser efetivados após o encerramento do contrato.

A amostragem também identificou que 38% dos respondentes não foram efetivados por falta de vagas na empresa, enquanto que em 25% dos casos não existia essa possibilidade, a exemplo dos órgãos públicos, em que é necessário ser concursado.

Para Luiz Marcelo Gallo, superintendente Nacional de Operações do CIEE, a responsabilidade do agente integrador ficou ainda mais clara após a pesquisa. “Um processo seletivo assertivo resulta em novas vagas, mas um processo que não dê muito certo pode frustrar as expectativas das empresas e dos estudantes”.

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