Fundos de Investimentos em Participação: solução ao alcance das nossas empresas

Fundos de Investimentos em Participação: solução ao alcance das nossas empresas

Alternativa ao crédito convencional, nova modalidade permite que as empresas ganhem competitividade

Os investimentos em fundos de participação Venture Capital e Private Equity (PE&VC) têm ganhado destaque na atualidade. Esse tipo de investimento envolve a participação em empresas com alto potencial de crescimento e de rentabilidade, por meio da aquisição de ações ou de outros valores mobiliários, com o objetivo de propiciar consideráveis ganhos de capital a médio e a longo prazos.

Essa opção, que parece distante das nossas empresas, sobretudo as que estão começando sua trajetória, vem se configurando como uma alternativa real para o mercado capixaba desde o agronegócio até as empresas com alto potencial de exploração de Tecnologia da Informação.

Com participação acionária de fundos de investimentos, empresas passam a dispor de oportunidades adequadas para financiar o seu crescimento, com apoio para a criação de estruturas de governança corporativa, foco no crescimento e lucratividade, bem como na sustentabilidade futura do negócio.

Por vários fatores, principalmente de natureza econômica, diversas empresas brasileiras de pequeno e médio porte têm grande dificuldade na consecução de financiamentos e investimentos. Nesse cenário, essas soluções revelam-se de extrema importância para a economia. No Espírito Santo, o Bandes está tornando essa alternativa uma opção viável. Os investimentos dessas atividades a partir dos FIPs são, muitas vezes, a melhor forma de capitalização devido à pequena capacidade de pagamento inicial para arcar com amortizações e encargos característicos de um financiamento, além de, algumas vezes, não disporem de garantias para tal.

Percebemos que existe dificuldade de acesso ao financiamento para empresas, especialmente as de base familiar. Tal obstáculo repercute e traz consequências aos empreendimentos: Problemas de gestão de caixa; dificuldades em realizar novos investimentos; problemas operacionais; ou até mesmo a perda de controle do negócio.

Muitas dessas empresas já consideram a entrada de novos investidores uma forma de financiamento atrativa. Com os financiamentos tradicionais, o Bandes já atende a 32% do mercado. Com a sua entrada como cotista de FIPs, cria-se uma carteira de investimentos. Claramente, existem diversas empresas com potencial de receber investimentos e o alinhamento de interesses entre os gestores e os proprietários é cada vez maior.

O Bandes se apresenta como instituição que visa, para além de sua condição de instituição financeira, participar da construção de soluções estratégicas e acessíveis para o desenvolvimento do Estado e de ações conjuntas com outros parceiros institucionais na formulação e na implementação de programas e projetos considerados prioritários.

Estamos convictos de que esta é uma maneira de proporcionar o desenvolvimento de empresas que não conseguiriam recursos financeiros por meio de financiamentos tradicionais, o desenvolvimento da estrutura de mercado de capitais no Estado, e o desenvolvimento da economia como um todo, como prega a nossa missão.

Aroldo Natal Silva Filho é Diretor-presidente do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes).

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