Eu Fui Julgada

Aqui, não cabe dizer o motivo. O fato é que fui julgada. Indevidamente. Mas isso não faz a menor diferença em tempos de tão pouco amor. As pessoas acreditam no que elas querem.

Não se iluda. Podemos tentar provar que não é verdade, mas, à nossa revelia e a despeito da realidade, a condenação, na vida, vem geralmente bem antes dos argumentos. Não há o mínimo esforço para se colocar na pele do outro. Nem ouvi-lo. Fiquei pensando em quantas vezes julguei alguém de forma injusta e quantas vezes alguém me julgou sem nada saber da minha vida. Vivemos em um insano tribunal constante (e intolerante). Julgar é um ato aleatório. Julgamos crianças, jovens, mulheres, homens, velhos, mas, na maioria das vezes, é ao mesmo tempo um processo seletivo. Uma escolha, puramente. Julgamos mais quem temos menos afinidades. Somos mais cruéis com os que gostamos menos. Quanto, de fato, sabemos de uma pessoa para garantir que temos de suas atitudes algum conhecimento definitivo? Julgar é uma baita armadilha. Há grandes chances de criarmos histórias sobre alguém que estão bem longe da realidade. Alerta de risco elevado de injustiça. É o nosso ego, quase sempre, que move nossos julgamentos. Consciente ou inconscientemente, precisamos nos sentir melhores do que outros ou mesmo deixar claro que não aprovamos esse ou aquele comportamento. Afinal, somos deuses da moral e da verdade. É duro ser julgado. Julgar é (humanamente) desumano. Vou seguir tentando julgar cada dia menos e olhar cada vez mais para mim mesma. É da minha vida que devo cuidar. Exercício difícil, mas muito necessário. Julgando, fechamos portas para a empatia. Sem empatia, o mundo se torna cada dia mais insuportável… para todos. E este texto, feito quase à meia-noite, é para eu não me esquecer nunca disso.

EXERCÍCIO
Toda vez que criamos uma ideia sobre alguém, é importante fazer uma reflexão. Por que estou julgando essa pessoa dessa forma? Tem algo nela que me incomoda e está interferindo no que penso? O que há nela (ou mesmo em mim), de fato, que está me levando a ter ideias tão nocivas? Será um prejulgamento, com base nas minhas próprias vivências? Tire esse tempo para analisar e verá como sua opinião pode mudar. A vida fica mais leve. Vale a pena exercitar.

PERSISTÊNCIA
O que alimenta nossos julgamentos, geralmente, são nossas experiências anteriores e algumas características de nossa personalidade. Com base nessas “informações” prévias, costumamos rotular as pessoas que nos rodeiam de acordo com nossas próprias regras. Mas esses julgamentos nem sempre estão de acordo com a realidade. Julgar quase sempre leva ao erro. Por isso, é fundamental um esforço contínuo de não fazer análises precipitadas de quem se aproxima de nós. O segredo é persistir no exercício de empatia e respeito pelo outro. Como bem dizia minha mãe: coração alheio é terra que ninguém anda.de crimes ambientais como este é incalculável.

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