Estudo irá monitorar a biodiversidade em 230 pontos do Espírito Santo

Foto: Wikimedia / Commons

O estudo será feito a partir do entorno da foz do rio Doce até Guarapari (ES), ao sul, e Porto Seguro (BA), ao norte

O Espírito Santo é considerado um Estado com muitas riquezas naturais. Por conta disso, a Fundação Espírito-Santense de Tecnologia (Fest) vai monitorar 230 pontos da biodiversidade da porção capixaba. A pesquisa é o resultado de um acordo de cooperação firmado entre a Fundação Renova e a fundação.

O estudo começa no rio Doce e na região que vai do entorno de sua foz até Guarapari (ES), ao sul do Estado, e Porto Seguro (BA), ao norte, e contará com a participação de aproximadamente 24 instituições de pesquisa.

No primeiro momento, 565 profissionais estarão envolvidos nos monitoramentos das amostras colhidas, e contará com a ajuda de pessoas que moram na região como catadores de caranguejos, pescadores, entre outros.

De bactérias a baleias, além de qualidade da água, sedimentos, condições de marés e ondas, manguezais e restingas serão objetos de estudo. Também serão feitas análises da concentração de agentes contaminantes em diversos organismos, entre eles peixes e camarões.

O objetivo do estudo é ajudar a mensurar os impactos do rejeito da barragem de Fundão sobre o ambiente que poderão dar subsídios para a tomada de decisão sobre a sanidade do pescado e indicar eventuais medidas reparatórias.

A pesquisa tem orçamento de R$ 120 milhões e terá a duração de 16 meses, período relativo à primeira etapa do programa de monitoramento marinho, previsto para durar cinco anos. Cerca de R$ 37 milhões serão destinados a bolsas de estudo, aquisição de equipamentos e materiais nacionais e importados, pagamento de pessoal e contratação de serviços de terceiros.

Metodologia

Para fazer o monitoramento serão utilizados drones, aeronaves e embarcações de pequeno, médio e grande portes, além de sensores de diversos tipos, imagens de satélites e boias automatizadas, equipadas com instrumentos específicos para esse tipo de monitoramento.

Além disso, os laboratórios das universidades estarão aptos para fazer a análise de cerca de 43 mil amostras de água, sedimentos, animais e vegetais, que serão coletadas no primeiro ano do projeto.

Os pesquisadores utilizarão o método Rapeld, que permite colher amostras de forma adequada das comunidades biológicas em áreas extensas, ao mesmo tempo em que diminui a variação de fatores, como temperatura e umidade, que afetam essas comunidades.

Fonte: Fundação Renova
Biodiversidade terrestre

A fauna e a flora de toda a bacia do rio Doce estão sendo monitoradas por uma equipe de 200 pesquisadores da empresa Bicho do Mato Meio Ambiente, contratada pela Fundação Renova.

A estimativa é que o monitoramento será dividido em campanhas semestrais que poderão se estender por até dez anos. É a primeira vez que o estudo está sendo apçicado na bacia do rio Doce.

Estão sendo coletados dados dos mais diversos organismos, de invertebrados, como minhocas e abelhas, a mamíferos de grande porte, como antas e onças, incluindo animais relacionados a ambientes aquáticos, como cágados e jacarés, e as plantas.

 

 

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