ES pergunta com Letícia Mazon

Em setembro, Vitória se tornou a 19ª cidade do país a receber os serviços da Uber, sendo a primeira no Brasil a regulamentar o serviço antes da chegada da empresa. Neste ES Brasil Pergunta, conversamos com a executiva de comunicação da Uber, Letícia Mazon (foto), sobre o funcionamento do serviço e as estratégias da empresa voltadas para a segurança dos motoristas e dos usuários.

Por gentileza, explique como funciona o serviço da Uber e por que ele é mais vantajoso que outros similares.
A Uber é uma empresa de tecnologia, que oferece uma plataforma para que motoristas parceiros se conectem mais facilmente a usuários que buscam se movimentar pelas cidades. Acreditamos que, para encarar o desafio da mobilidade nas grandes cidades, é preciso oferecer uma gama cada vez mais ampla de opções de transporte às pessoas. Geramos um potencial incrível para diminuir a necessidade de se ter um carro, colaborando, assim, para a diminuição dos congestionamentos nas grandes cidades.

Como o aplicativo garante a segurança do usuário?
A tecnologia do serviço agrega ferramentas importantes, que ajudam a trazer segurança antes, durante e depois de cada viagem. Ao chamar um Uber, é possível acompanhar seu trajeto até a chegada no ponto inicial, permitindo que o usuário aguarde o carro em segurança. Além disso, o usuário tem acesso a foto, nome do motorista, modelo e placa do carro. Ao longo do trajeto, é possível compartilhar a sua localização e o tempo de chegada em tempo real com quem o usuário desejar, além do caminho sendo feito pelo motorista parceiro com qualquer pessoa, por redes sociais ou mensagem. Caso o usuário tenha um Perfil Familiar, cada vez que uma pessoa cadastrada em seu perfil começa uma viagem, ele pode automaticamente acompanhar o percurso diretamente de seu celular. Outro ponto importante é o sistema de “avaliação mútua” após cada viagem. Além de ser anônima, é ela que garante que a plataforma mantenha-se saudável, tanto para motoristas parceiros, quanto para usuários. Os motoristas precisam ter média de 4,6 (em uma escala de 1 a 5 estrelas) para continuar na plataforma.

O usuário também pode ser desconectado da plataforma se tiver uma média baixa de avaliações ou conduta que viole os termos de uso. Após cada viagem, os usuários recebem um recibo com os detalhes do preço e o mapa do trajeto realizado. Caso o passageiro precise reportar algum incidente, a Uber conta com uma equipe de suporte ao usuário, que analisa caso a caso.

Vitória foi a primeira cidade do Brasil a regular o serviço antes da implantação da Uber. Como isso influenciou no processo?
Vitória deu um passo em direção à utilização da tecnologia para o bem das cidades e das pessoas. A criação de regras e um cenário favorável à tecnologia, assim como os feedbacks da própria população da cidade, definitivamente foram decisivos para o início das operações na capital capixaba.

Como a empresa enxerga a concorrência com os taxistas?
A Uber é um novo modelo, que cria um novo mercado. O CADE publicou estudo confirmando que mais pessoas deixam seus carros em casa para utilizar esse serviço. A Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda (SEAE) apresentou, no âmbito de um processo administrativo no CADE, uma nota técnica com sua análise sobre o novo mercado de transporte individual de passageiros. Em resumo, o órgão aponta que a inovação que a tecnologia trouxe nesse segmento acabou aumentando esse mercado, atingindo exatamente os consumidores que não utilizavam esse serviço, mas agora podem beneficiar-se de seu uso. Ou seja, o crescimento desse mercado é positivo para o consumidor, que agora possui mais uma opção para se movimentar pela cidade. Mesmo em cidades onde a Uber já está há muito tempo, como São Francisco e Nova York, ainda não se viu saturação do mercado. As pessoas querem opções para deixar de usar, ou mesmo deixar de ter, um carro particular.

Qual foi o posicionamento da empresa em relação aos protestos de taxistas que ocorreram em diversas partes do país?
A Uber acredita que todo cidadão tem o direito de escolher como quer se movimentar pela cidade, assim como o direito de trabalhar honestamente.

De que forma a Uber seleciona os motoristas que irão prestar o serviço?
Para se cadastrar como motorista parceiro, é preciso ter carteira de motorista com licença para exercer atividade remunerada – EAR, e passar por checagem de antecedentes criminais. Os carros precisam ser cadastrados com a apresentação de certidão de registro e licenciamento do veículo e bilhete de DPVAT do ano corrente. O motorista parceiro não precisa mais ter um seguro APP, já que a própria Uber providencia um. A partir de julho de 2016, o seguro APP cobrirá motoristas e usuários em cada viagem, com coberturas de R$ 100 mil por pessoa, em caso de morte acidental e invalidez permanente total ou parcial, e até R$ 5 mil por pessoa, para despesas médicas.

A Uber trabalha com metas para aumentar o quantitativo de motoristas cadastrados a prestar o serviço?
Atualmente são mais de 10 mil motoristas parceiros em todo o Brasil. Entretanto, o importante para a Uber é avaliar o tempo de espera para o usuário e assegurar que a demanda e a oferta estejam equilibradas. Ou seja, que o número de motoristas parceiros e de usuários cresça de maneira proporcional. Para se ter uma ideia, hoje no Brasil o tempo médio de espera é abaixo de cinco minutos.

Como a Uber define as suas tarifas e remunera os motoristas parceiros?
Os preços das viagens pela plataforma da Uber levam em consideração algumas variáveis específicas de cada cidade. Ao longo de seis anos, percebemos que existe um equilíbrio ideal de preço dos serviços, no qual tanto os motoristas parceiros quanto os usuários saem ganhando. Nossos dados mostram que, com viagens mais baratas, aumenta o número de usuários que escolhem deixar seus carros em casa, ou nem ter carros, e passam a usar a Uber em complemento a outras formas de transporte. Isso tira carros das ruas e dá acesso a transporte de qualidade para mais pessoas, em mais lugares. Ao mesmo tempo, ao provocar um crescimento no número de usuários, a redução de preços aumenta os rendimentos dos nossos motoristas parceiros, que passam a realizar mais viagens médias por hora.

Que porcentagem dos ganhos é destinada ao profissional?
O motorista paga uma taxa de serviços à Uber para utilizar o aplicativo de 25% (UberX) ou 20% (UberBlack) em relação às viagens realizadas. Ou seja, os motoristas parceiros usam a plataforma para benefícios individualizados, de forma independente e autônoma, de acordo com seu interesse e disponibilidade, sendo que não existem taxas extras, diárias ou compromissos com horas trabalhadas – ele pode, inclusive, ficar meses sem logar-se na plataforma.

A empresa percebeu alguma diferença cultural entre os usuários do Brasil e do restante do mundo?
Os usuários do aplicativo da Uber ao redor do mundo não têm um perfil específico. São pessoas que querem ter acesso a uma forma confiável e acessível de se movimentar pelas cidades, ao toque de um botão. O tamanho desse mercado é proporcional à quantidade de carros subutilizados que existem na cidade – hoje, uma cidade como São Paulo tem mais de 8 milhões de automóveis. O aplicativo é o mesmo para todos os usuários das mais de 480 cidades e 71 países em que a Uber opera no mundo. O que difere de uma região para a outra são alguns serviços específicos, como a UberENGLISH, no Rio de Janeiro, e a UberSKI, em Tahoe, nos Estados Unidos.

 

 

 

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