Bons resultados e promessas de investimento no setor

Em 2018, marco das sete décadas de atuação no Espírito Santo, a Petrobras anunciou que planeja investir US$ 2,5 bilhões no Estado em cinco anos

Com cenário promissor, acordos podem gerar cifras bilionárias para o Estado

O Espírito Santo, que responde apenas por 0,54% da extensão territorial e por menos de 2% da população do país, é hoje um dos mais importantes produtores brasileiros de petróleo e gás natural (P&G), mas começou 2018 perdendo a segunda colocação no ranking de fornecimento do primeiro item, a qual mantinha desde 2007.

Os dados foram apresentados no boletim de fevereiro, da Agência Nacional de Petróleo e Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). De acordo com o documento, São Paulo alcançou 344.160 bbl/d (barris por dia) ao passo que o Espírito Santo chegou a 343.890 bbl/d. Já em março, o desempenho capixaba voltou a bater o paulista, retomando o segundo lugar, posição consolidada em 2010 com o início da exploração e produção na camada pré-sal no Parque das Baleias.

O setor vive hoje um momento de recuperação, e a alta do preço do barril de petróleo no mercado internacional, que passou o ano de 2018 acima dos US$ 70, é favorável ao país, incluindo seus estados e municípios, e à Petrobras, que registrou lucro líquido de R$ 17 bilhões no primeiro semestre. O resultado positivo está também associado à depreciação do real em relação ao dólar. No mesmo período, o endividamento líquido caiu 13% em comparação com dezembro de 2017, para US$ 73,66 bilhões.

Já no terceiro trimestre de 2018, a empresa manteve os bons números que vinha apresentando. Obteve lucro líquido de R$ 644 bilhões, cifra que representa alta de 2.397% ante os R$ 266 milhões no mesmo intervalo de 2017.

Mas tal performance não repercutiu de forma unicamente animadora, visto que significa, ainda, uma queda de 34% em relação aos três meses anteriores. Essa baixa gerou sensação de frustração entre os investidores, cuja expectativa de lucratividade era ao menos semelhante à apresentada no segundo trimestre.

INVESTIMENTOS

Uma boa notícia foi anunciada pela Petrobras em 2018, como marco das sete décadas de atuação no Espírito Santo. A empresa planeja investir US$ 2,5 bilhões nos próximos cinco anos no Estado. Do valor total do Plano de Negócios e Gestão (PNG 2018-2022), 56% serão destinados ao projeto da plataforma integrada no litoral sul capixaba. “Uma parte importante (do PNG) é o novo sistema de produção do Parque das Baleias, que traz um grau de certeza de sua realização muito grande até 2022”, afirmou o presidente da estatal, Pedro Parente.

Fonte: ANP/SDP/Sigep – Agosto 2018

O objetivo é interligar 22 poços do pós e do pré-sal dos campos de Jubarte, Baleia Franca e Cachalote a uma nova plataforma, do tipo FPSO, com capacidade de produção diária de 100 mil barris de petróleo e de 5 milhões de metros cúbicos de gás natural. Os investimentos no período incluem a perfuração de novos poços nos campos atualmente em operação.

Internamente, os campos de Albacora e Albacora Leste, em águas do Rio de Janeiro, estão, desde julho de 2018, sob a gestão da Unidade de Operações Espírito Santo da Petrobras (UO-ES). A mudança faz parte de um projeto de reestruturação que visa a organizar a empresa e suas unidades para trabalhar de forma mais equilibrada, eficiente, padronizada e, sobretudo, especializada.

Durante o lançamento do Anuário da Indústria de Petróleo, produzido pela Federação das Indústrias (Findes), André Araújo, presidente da Shell, posicionou-se de forma bastante otimista. “Nós, da Shell, com aquisições recentes, passamos de um patamar de investimentos P&D (pesquisa e desenvolvimento) da ordem de R$ 2 milhões por ano para pouco mais de R$ 150 milhões. O grande começo é entender a capacidade do Espírito Santo, tanto da indústria quanto dos institutos de pesquisa. Temos um valor-teto de investimento, e o que precisamos é de projetos competitivos e atraentes para ajudar a superar desafios tecnológicos ou também projetos ligados à transição de energia, que hoje faz parte de um debate bem ativo do qual a nossa indústria tem participado”, destacou o executivo.

Fonte: www.aneel.gov.br
GÁS

O então governador Paulo Hartung anunciou a criação, com a BR Distribuidora, de uma empresa pública de fornecimento de gás no Espírito Santo e sancionou o projeto de lei que permite incentivos fiscais para o setor de petróleo e gás, o Repetro.

“A criação dessa empresa está em consonância com as práticas da PGE para resolução de conflitos por meio da mediação. Estamos convictos de que será vantajosa para todas as partes: Estado, sociedade e BR Distribuidora”, comentou o procurador-geral do Estado de então, Alexandre Nogueira Alves.

O então diretor-geral da Agência de Regulação de Serviços Públicos (Arsp), Julio Castiglioni, considerou a proposta de acordo uma saída mais racional e benéfica aos interesses dos usuários do serviço de gás natural canalizado. “Trata-se de uma demonstração inequívoca de que o Estado caminha na direção da previsibilidade e do respeito às suas relações contratuais”, argumentou.

“Demos um passo importante na construção da segurança jurídica e na melhoria da distribuição do gás canalizado no Espírito Santo, que se consolidam com a constituição da empresa estadual de gás”, completou o secretário de Estado de Desenvolvimento da época, José Eduardo Azevedo.

Fonte: br.investing.com
ENERGIA

Em abril de 2018, a Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a Resolução Homologatória nº 2.392/2018, que estabeleceu as faixas de acionamento e os adicionais das bandeiras tarifárias, com vigência a partir de maio de 2018.

Ao longo de 2018, a tarifa vermelha foi a mais acionada – é o patamar 2, que acarreta cobrança extra de R$ 5 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Quando o assunto é fonte alternativa, destaque para a energia solar. Nos últimos cinco anos, as instalações para captá-la cresceram 25.700% no Espírito Santo. Com 1,7 milhão de produtores, o Estado possui 771 imóveis residenciais, comerciais e industriais que fornecem 3.793 KW por mês de energia proveniente do sol – através de microgeração distribuída. O sistema é integrado à rede da EDP.

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