Empresários debatem rumos da economia, eleição 2018 e oportunidades de negócios

Secretário de Assuntos Internacionais do Ministério do Planejamento apresentando o Fundo Brasil- China de Investimentos

Cenário macroeconômico, Fundo Brasil-China de Investimentos, nomes para eleição 2018 e inovação foram temas debatidos pelo Grupo Permanente de Acompanhamento Empresarial do Espírito Santo, nesta terça-feira. 

“Eleição 2018 – o antes e o depois” foi o tema da reunião trimestral do Grupo Permanente de Acompanhamento Empresarial do Espírito Santo (GPAEES) nesta terça-feira (27), no Sheraton Vitória Hotel. O evento, voltado a convidados e associados da consultoria Vieira & Rosenberg,  contou com a presença de economistas e empresários de diversos setores.

A reunião, trouxe à capital capixaba o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério do Planejamento, Jorge Arbache. Criado em junho deste ano, o Fundo de Cooperação para Expansão e Capacidade Produtiva Brasil-China, com aporte de mais de US$ 20 bilhões, foi tema da palestra de Arbache. Os créditos serão empregados para projetos nas áreas de infraestrutura, manufatura, tecnologia e agronegócio.

Desse montante, R$ 15 bilhões desembolsados pelo Fundo Chinês para Investimento na América Latina (Claifund), sendo 85% do valor oriundo da Reserva Internacional do país e os 15% restantes do Banco de Desenvolvimento chinês. Os US$ 5 bilhões que cabem ao Brasil se originam, preferencialmente da Caixa Econômica Federal e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Oportunidade de Negócios

Arbache destacou que existem quatro projetos já aprovados, sendo dois deles na área de manufatura e dois relacionados a melhorias em infraestrutura. Outros 19 projetos estão sob análise. “Ainda não temos procura do Espírito Santo, mas acredito que muito mais por falta de conhecimento sobre o fundo, do que por falta de projetos de qualidade. Tem muitos outros estados que também não buscaram o fundo ainda”, afirmou o secretário. “Esperamos que o Espírito Santo se interesse. Por favor, vejam o fundo como uma grande oportunidade de investimento e crescimento para o Estado”, enfatizou.

Prazos, taxas de juros e tipo de crédito concedido dependem do perfil de cada projeto, que deverá ter tíquete mínimo de R$ 50 milhões. Uma comissão técnica fará a análise das propostas. Todas as informações sobre como participar do fundo são encontradas no site do Ministério do Planejamento.

O secretário explicou que o acordo firmado entre os dois países é inédito,  uma vez que não inclui uma série de exigências tidas no mercado como comuns. A utilização de mão de obra chinesa, por exemplo, não é obrigatória.

Sobrevivência Empresarial

Outro palestrante foi Paulo Sérgio Rosa, criador do método de educação e comunicação “Pensando Juntos”, aplicado em 17 países e disponível em oito idiomas. O cientista político e coach de performance abordou a sobrevivência empresarial dentro do contexto político e social brasileiro. Destacou a importância dos gestores estarem muito antenados na velocidade de mudança do mundo. Segundo ele, daqui a cinco anos “não teremos mais carros a gasolina”.

Paulo alertou para que os empresários se familiarizarem com a “internet das coisas”, o quanto antes. “Muito em breve, meu sofá irá avisar ao meu celular que esqueci minha carteira em cima dele”, exemplificou. “Essa tecnologia já existe e quem não se adequar a ela, não se reestruturar, vai ficar pra trás.”

Desafios

O gerente geral industrial da Fibria Unidade Aracruz, Marcelo de Oliveira, falou sobre os negócios e os desafios do setor de celulose e papel. Recentemente a empresa foi eleita a melhor companhia do segmento e Empresa do Ano pelo anuário Época Negócios 360º.

Oliveira explicou que para acompanhar esse movimento de inovação, a Fibria vem desenvolvendo pesquisas e novos produtos como a nano celulose, que abre novos mercados, entre eles os de cosméticos e tintas, e a biotecnologia.

Entre os investimentos ainda ele destacou que a empresa comprou uma estart up e que novas “fusões e aquisições podem fazer parte de investimentos futuros”

Eleição 2018

Na abertura do evento, o PhD em Economia Luis Paulo Rosenberg, apresentou um importante panorama sobre o cenário macroeconômico, abordando desde as reformas até perspectivas sucessórias.

O especialista destacou a importância de estarmos atentos às eleições 2018. O fundamental, segundo ele, será distinguir ente os candidatos populistas e os verdadeiramente gestores. Outro destaque dado por ele é que o eleitor não pode abrir mão de votar em candidato fica limpa.

Ao ser questionado sobre as opções Marina Silva e Bolsonaro, Rosemberg afirmou que a primeira é “uma pessoa do bem, mas se esconde quando os grandes problemas aparecem”. Já Bolsonaro, o economista classificou como “Trump tupiniquim”, e afirmou entender ser a pior das opções.

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