Educação brasileira melhora devagar, diz diretor do Banco Mundial

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Martin Raiser é diretor da instituição no Brasil e apontou fatores que freiam a melhoria da qualidade da educação, como falta de formação de professores e gestão das escolas

A educação no Brasil está melhorando a passos lentos. Esta foi a constatação do diretor do Banco Mundial para o Brasil, Martin Raiser. Segundo ele,vai demorar muito para o país alcançar o padrão exigido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

A declaração foi dada nessa quarta-feira (28) durante o Seminário Aprendizagem: Realizando o Potencial da Educação. As informações são da Agência Brasil.

“Mas isso também significa que, se reformas forem implementadas no Brasil, como já foram encaminhadas no ensino, no currículo, na formação, na capacitação dos professores e na gestão das escolas, dá para melhorar muito. Temos o exemplo do município de Sobral, no Ceará, que já atingiu média maior do que a estipulada pela OCDE, ao chegar à nota 6,7”, declarou Raiser.

O diretor do BM reforçou que os baixos resultados da educação brasileira se devem a vários fatores, entre os quais a própria situação do aluno. O primeiro seria o acesso a uma educação de qualidade desde a creche e com apoio da família. Depois, ele destaca a questão da formação dos professores e das condições de trabalho na sala de aula. Por fim, ele aponta que a escola deve ter uma boa gestão, sendo liderada por um bom diretor capacitado.

Investimento

O Brasil precisa aumentar o investimento para poder crescer mais. Esta é a constatação do secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Angel Gurría. O relatório foi apresentado nessa quarta-feira (28) mostra que o país ocupa uma das piores posições.

No ranking da OCDE, o Brasil aparece na quarta pior posição de investimento em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), considerados os valores de 1990 a 2016. Nesse período, o investimento do país não chegou a 20% do PIB. Segundo o relatório, o nível do investimento tem declinado continuamente desde 2013 e está baixo na comparação internacional.

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