Operação contra desvio de medicamentos do Hospital Dório Silva

Operação contra desvio de medicamentos do Hospital Dório Silva
Foto: Divulgação/Sesp

A polícia fez buscas e apreendeu remédios nas casas de funcionários do hospital, que furtavam os produtos

A Delegacia Especializada de Crimes contra a Administração Pública (Decap) realizou a Operação Melman. Na manhã de segunda-feira (4), foram cumpridos 36 mandados de busca e apreensão em casas de funcionários do Hospital Estadual Dório Silva, na Serra. Na ação foram apreendidos medicamentos e material hospitalar que eram furtados da unidade.

Foi realizada também uma vistoria nos armários do hospital que eram usados pelos funcionários. Nesta ação, a polícia encontrou mais materiais e identificou outros envolvidos, aumentando para 61 o número de investigados. Todos irão responder pelo crime de peculato.

O secretário de Estado da Saúde, Ricardo de Oliveira, revelou que o desvio dos medicamentos foi descoberto a partir de uma denúncia anônima. A informação foi divulgada durante a coletiva, realizada nesta terça-feira (5).

A denúncia chegou, no dia 18 de abril, à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que montou uma comissão para apurar o caso. No dia 16 de maio, com um relatório em mãos, a Sesa comunicou a Polícia Civil, que iniciou a investigação. Estão entre os investigados, enfermeiros e técnicos em enfermagem efetivos e contratados.

“Já abrimos processo administrativo contra todos os envolvidos já identificados e tomamos as providências para que os funcionários envolvidos nesse esquema de irregularidades sejam afastados imediatamente do Hospital Dório Silva. Estamos também agilizando a convocação de outros profissionais cadastrados em banco de reserva para ocupar esses postos de trabalho”, detalhou Oliveira.

O secretário de Estado de Segurança Pública, Nylton Rodrigues, classificou o caso como deplorável e desonroso. “Aqueles que têm como missão cuidar das pessoas serem pegas subtraindo medicamentos e materiais que são necessários a esse cuidado. Isso nos leva a crer que essas pessoas são indignas de ocupar um cargo público”, avaliou.

O nome da operação, Melman, faz referência à girafa viciada em medicamentos do filme Madagascar.

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