Desafios e oportunidades para 2018 em destaque no ES Brasil Debate

Foto: Jackson Gonçalves

O último debate da ES Brasil em 2017 aconteceu no Bourbon Residence Hotel

O ano de 2017 está chegando ao fim e o último ES Brasil Debate antes de 2018 traçou um panorama dos acontecimentos dos últimos meses. Além disso, os especialistas convidados ainda trouxeram as perspectivas e expectativas para o futuro da economia capixaba e brasileira para o próximo ano.

Com o tema “Desafios e oportunidades para 2018: como se preparar para o ano novo”, o ES Brasil Debate foi realizado no auditório do Bourbon Residence Hotel, na praia de Camburi, em Vitória.

Participaram como debatedores: a economista Arilda Teixeira, professora da Fucape Business School, o economista Arlindo Villaschi, professor da Universidade Federal do Espírito Santo, o economista Regis Mattos Teixeira, secretário de Estado de Economia e Planejamento do Espírito Santo, e economista Eduardo Fares Zanotti, vice-presidente comercial da ArcelorMittal e professor da Universidade Federal do Espírito Santo.

O editor-executivo da Revista ES Brasil deu as boas-vindas aos convidados e ao público presente. Mário Fernando Souza também explicou o novo formato do debate. “Esta é a sexta edição que discute os desafios e oportunidades para o próximo ano. Começamos os debates na redação da ES Brasil, há 10 anos, e depois ampliamos para outros espaços. Agora, estamos entrando em outra era e produzindo o conteúdo para múltiplas plataformas”, anunciou.

Desafios e oportunidades

A moderação ficou por conta do economista Eduardo Araújo, vice-presidente do Conselho Regional de Economia do Espírito Santo (Corecon-ES). Ele introduziu os debatedores e explicou o funcionamento do encontro. Cada pergunta é direcionada a um convidado, que tem quatro minutos para responder. Depois, outro participante comenta a primeira resposta.

Quando questionada sobre a possibilidade de mudança na gestão pública nas eleições de 2018, a professora Arilda Teixeira afirma que há as ordens de questões política e econômica. “Vemos uma luta por poder nem sempre pautada na ética e na moral. Por isso, as pessoas se assustam com os políticos. O parlamento é hoje um entrave para a economia porque ele não está se comportando em prol do país, mas em prol de interesses de grupos específicos”, considerou.

Para a professora, 2018 pode não ser de mudança pela falta de lideranças e propostas. “O problema do Brasil não vai se resolver com discurso ou retórica. Para a economia funcionar, precisa de previsibilidade e o nosso cenário econômico é uma dúvida. Para funcionar, vai precisar de mudanças de ordens estruturais”.

O professor Arlindo Villaschi também opinou sobre as expectativas para o próximo ano. “Acho que só podemos pensar 2018 a partir do golpe de 2016, que foi fruto de uma classe. Hoje temos um legislativo e um executivo ilegítimos. O problema é gravíssimo. Estamos na hora de quebrar o monoteísmo do mercado, que é um grande alocador de recursos, mas não é o único”, avaliou o professor Arlindo Villaschi.

Sobre o desenvolvimento capixaba, Villaschi considera que devemos olhar mais para as regiões do Estado que ficam fora do eixo Grande Vitória-São Mateus. “Temos que pensar no outro lado da BR-101, onde há atividades extraordinárias, como a agricultura familiar razoavelmente diversificada, os arranjos produtivos locais, além de contar com um patrimônio intelectual em Instituições de Ensino Superior, como a Ufes e o Ifes. Isso precisa de articulação política de fomento. O desenvolvimento deve chegar pelas pequenas e médias empresas.”

Economia e política

O debate abordou também a reivindicação da classe empresarial brasileira, que não aguenta mais ficar à espera de soluções do poder público em relação a medidas para impulsionar a economia. “O setor produtivo cansou de ficar na regressão. Temos que pensar que houve descolamento da economia em relação à política. Mas, temos que ter ações de desengargalamento da economia”, disse Eduardo Fares Zanotti. Sobre o que vai acontecer no ano que vem no setor do aço, ele afirma que há um otimismo no setor. Mas há o risco com os resultados das eleições de 2018.

Já Régis Mattos Teixeira acredita que não houve exatamente um descolamento da economia com a política. Para ele, o que aconteceu foi a manifestação de um ciclo econômico, bastante demonstrado na teoria econômica. “As famílias e as empresas foram reduzindo o endividamento. A recessão ajuda a derrubar a inflação, de forma que lentamente a massa de salários vai se recuperando. E as empresas, mesmo com capacidade ociosa, precisam renovar seu maquinário. Mas é um crescimento muito aquém do que a estrutura produtiva do país poderia ser”, declarou. Segundo ele, há deficiências estruturais e precisamos aprender que não tem atalho para o desenvolvimento. É necessário fazer um esforço numa série de frentes para crescer de maneira sustentável.

Fotos: Jackson Gonçaves

Debatedores

Arilda Teixeira é economista e professora da Fucape Business School. Sua área de concentração é macroeconomia e Economia Internacional, atuando principalmente nos seguintes temas: cenários macroeconômicos, comércio internacional, economia política das relações internacionais, internacionalização de empresas e de mercados. Ela é doutora em Economia da Indústria e da Tecnologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Fez mestrado em Economia pela Universidade Federal Fluminense. Possui graduação em Ciências Econômicas pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

Arlindo Villaschi é economista, professor da Universidade Federal do Espírito Santo e pesquisador da Rede de Pesquisa em Sistemas Produtivos e Inovativos Locais. A experiência dele é na área de Economia, com ênfase em Economia Industrial. Possui doutorado em Desenvolvimento Econômico e Mudança Tecnológica pela Universidade de Londres. É mestre em Economia Regional pela Universidade da Califórnia. Possui graduação em Economia pela Universidade Federal do Espírito Santo.

Regis Mattos Teixeira é economista e atua como secretário de Estado de Economia e Planejamento do Espírito Santo. É mestre em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas. Possui graduação em Economia pela Universidade Federal do Espírito Santo. Possui formação executiva em Gerenciamento de Projetos pela Universidade George Washington, nos Estados Unidos, além de MBA e pós-MBA em Gerenciamento de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas. Desde março de 2017, é presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais do Planejamento (Conseplan).

Eduardo Fares Zanotti é o vice-presidente comercial da ArcelorMittal. Ele atua também como professor de Economia da Universidade Federal do Espírito Santo.

ES Brasil Debate

Com o compromisso de analisar temas relacionados à economia e ao desenvolvimento social capixaba, o ES Brasil Debate se apresenta desde 2009 como uma das principais vias de discussão voltadas para o crescimento do Espírito Santo. Os debates são poderosas ferramentas para fortalecimento da relação institucional com o mercado e a sociedade.

Muitos temas já pautaram o ES Brasil Debate. Em todas as suas edições, o evento reúne especialistas que avaliam os assuntos mais relevantes e atuais, e compartilham com o público suas análises.

O objetivo do ES Brasil Debate é ser ferramenta auxiliar na formação de pensamento multidisciplinar, proporcionando, uma mensagem conclusiva e enriquecedora para trazer crescimento e conhecimento sobre os temas tratados.


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