Crise hídrica é tema de livro lançado na Grande Vitória

O Rio São Francisco é um dos temas abordados no livro. - Foto: Reprodução

O lançamento ocorreu neste mês na Escola de Magistratura do Estado do Espírito Santo (EMES) e contou com o apoio da ArcelorMittal Tubarão

Diante de intensas mudanças climáticas, que geram temperaturas cada vez mais elevadas e maior instabilidade no padrão das chuvas, causando também a redução de peixes, desmatamento de matas ciliares e degradação de nascentes, diversas organizações buscam promover constantes debates ao redor do mundo.

Em busca de soluções, diversas entidades políticas são responsáveis por encontrar métodos sustentáveis tanto para o meio ambiente, quanto para os cidadãos que, cada vez mais, precisam estar atentos ao uso consciente desse recurso natural.

Pensando nisso, o engenheiro civil, doutor pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e professor da Universidade Federal de Alagoas, Valmir de Albuquerque Pedrosa, atua há cinco anos na gestão de conflitos e alocação de águas em momentos de escassez, e lançou neste mês o livro “Construindo a segurança hídrica – Experiências na crise hídrica do Rio São Francisco”, para tratar o assunto.

O lançamento da obra, que tem como co-autor o diretor de relações institucionais da Associação Brasileiras das Operadoras Privadas de Saneamento (ABCON), Percy Soares Neto, foi realizado durante uma ação promovida pela Escola de Magistratura do Estado do Espírito Santo (EMES), com apoio da ArcelorMittal Tubarão.

No livro, o autor apresenta uma visão atual e ampla de ações de gestão, obras e criação de pactos para a construção da segurança hídrica, tendo como o maior exemplo o Rio São Francisco.  Além disso, ele relaciona informações de várias regiões do mundo, como Austrália, Estados Unidos, Europa, Oriente Médio, entre outras, sempre alinhadas pelos problemas comuns, assim como estudos de caso e recomendações que visam ampliar essa segurança no país.

“No livro exploramos casos reais, numa abordagem diferenciada, sobre as fontes alternativas de água, a fim de estimular um olhar especial para o futuro. É importante destacar que nesse processo estão envolvidos vários atores engajados em preservar um recurso que gera tantas riquezas”, disse o professor Walmir de Albuquerque Pedrosa.

Rio São Francisco

O Rio São Francisco, conhecido como “velho chico”,  é considerado o maior rio brasileiro. Com cerca de 2.800 km de extensão, nasce na Serra da Canastra, em São Roque de Minas, em Minas Gerais, e escoa no sentido Sul-Norte pela Bahia e Pernambuco, quando altera seu curso para o Sudeste, chegando até sua foz no Oceano Atlântico na divisa entre Alagoas e Sergipe, abrangendo assim cinco Estados da federação.

É também responsável pelo desenvolvimento do Nordeste. As cidades de Petrolina, em Pernambuco, e Juazeiro, na Bahia, passam por um grande desenvolvimento devido à agricultura irrigada pelo rio e são regiões importantes na produção de frutas.

Entre 2012 e 2018, o volume das águas diminuiu e, com isso, muitas comunidades sofreram. Valmir destacou que há muitos interesses nele, por isso a preservação precisa ser intensificada. “O Rio São Francisco é responsável pela geração de energia elétrica, pela agricultura local, além de abastecer indústrias, ser um meio de navegação, entre outras coisas, por isso é preciso atenção, principalmente nesse período grave que ele vem passando”, finalizou o professor.

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