Consórcio Público

André Gomyde é Presidente da Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas, membro do CCT da Presidência da República e membro do Júri do World e-Government Awards 2017, na Coreia do Sul.

Há três anos foi criado, e agora se fortalece de maneira exponencial, o Consórcio Público Interestadual para o Desenvolvimento do Brasil Central.

Estimulados por Mangabeira Unger, governadores de sete estados brasileiros decidiram se unir para fazer uma série de ações conjuntas, aumentando a competitividade da região e, por consequência, melhorando os indicadores de cada estado, individualmente.

Os governadores do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Maranhão, Rondônia e Distrito Federal, que juntos somam um PIB de R$ 680 bilhões, criaram uma autarquia que cuida, em nome deles, de cinco eixos estratégicos para o desenvolvimento: Gestão Pública; Articulação Institucional; Ambiente de Negócios; Infraestrutura e Logística; e Desenvolvimento Econômico.

Os eixos foram definidos em um planejamento estratégico coordenado pela empresa Macroplan, em parceria com a Fundação Dom Cabral, oportunidade na qual também se definiram os projetos prioritários a serem desenvolvidos nos próximos quatro anos.

VANTAGENS

Os ganhos para a gestão pública são enormes. Compra de medicamentos feita em conjunto, por exemplo, é mais vantajosa pelo ganho de escala. Pensar um projeto de infraestrutura e logística de maneira integrada tem a vantagem de facilitar parcerias público privadas, pois os negócios passam a ser mais atrativos. Enfim, é um modelo de gestão compartilhada que efetivamente pode trazer excelentes resultados para a sociedade.

O que chama atenção nesse caso é a vontade política dos governadores de que o Consórcio dê certo. Para coordenar cada um dos eixos estratégicos, decidiram contratar executivos experientes do mercado, por meio de uma empresa “caça-talentos”. A indicação política de nomes foi posta de lado e priorizou-se a captação de inteligência. Gestão Pública Moderna se faz assim: Compromisso com as próximas gerações e não apenas com as próximas eleições.

A pergunta que se faz é:
Por que é possível fazer uma aliança entre sete estados e existe uma dificuldade enorme em se fazer alianças do mesmo tipo entre cidades, especialmente as cidades que compõem as regiões metropolitanas?

Com a falta de recursos que vem solapando o setor público brasileiro, esta seria uma solução inteligente e que ajudaria muito no desenvolvimento de nossas cidades.

SOLUÇÕES

As soluções para que nossas cidades se tornem humanas, inteligentes, criativas e sustentáveis ainda são caras. Se conseguirmos montar consórcios intermunicipais, certamente teremos ganho de escala e conseguiremos potencializar nossos recursos, viabilizando muitas dessas soluções.

Assumi no Consórcio Brasil Central a tarefa de articular a implantação de parques tecnológicos, por conta de dois trabalhos com parques tecnológicos que ajudei a tirar do papel. Obviamente que parque tecnológico é instrumento de oferta e para que se viabilizem é fundamental que se trabalhe também o lado da demanda.

As cidades inteligentes são umas das principais demandas por tecnologia na atualidade. Vamos articulá-las, com apoio dos estados que compõem o consórcio, para que o programa proposto seja integrado e integral, dinamizando toda a economia da região e fortalecendo cada vez mais o desenvolvimento econômico do Brasil Central.


André Gomyde é Presidente da Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas, membro do CCT da Presidência da República e membro do Júri do World e-Government Awards 2017, na Coreia do Sul.


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