Como são escolhidos os nomes dos furacões?

Foto: Reprodução

Os furacões com nomes mais atrativos foram os famosos Irma, Katrina e Andrew

O Irma, furacão que devastou áreas na costa do Caribe e demais localidades, passou pelos Estados Unidos e provocou uma verdadeira catástrofe. Além dele, mais dois furacões, José e Katia, também se aproximam do território norte-americano e já se sabe que estão em categorias 4, que causam grandes destruições.

Até o momento, o Irma é considerado pelos meteorologistas o segundo furacão mais poderoso registrado na história do Atlântico, mas já se tornou o primeiro a manter por mais de 24 horas ventos de cerca de 297 km/h. Ele já está na lista dos mais potentes assim como Andrew, de 1992, e Katrina, de 2005.

Em seu caminho, na direção atual, o furacão passou por áreas em Turks e Caicos, Cuba, Porto Rico, Haiti, República Dominicana, e agora está na rota do sul do Estado americano da Flórida.

Mas você sabe porque os furacões recebem nomes de pessoas e não simplesmente números ou códigos de identificação ou termos técnicos? Usar nomes de pessoas evita confusões e ajuda a divulgar alertas, além de lembrar de fatos que ocorreram.

O site oficial da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA,sigla em inglês) dos Estados Unidos explica que haveria mais erros e a população poderia ficar confusa. As consequências seriam mais sérias, no caso de dois furacões simultâneos na mesma época ou região.

Desta forma, a lista de nomes para os ciclones tropicais do Atlântico foi criada em 1953 pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês) e seu padrão foi usado para as listas de outras regiões do mundo.

Atualmente, estas listas são mantidas e atualizadas pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da ONU baseada em Genebra, na Suíça, com 189 países membros. A lista tem 21 nomes selecionados previamente de nomes enviados por entidades oficiais regionais.

A lista alterna nomes masculinos e femininos em ordem alfabética. A cada seis anos, uma nova lista é criada. Porém, atualmente, um grupo de membros da organização reavalia e acrescenta novos nomes para substituir os que foram “arquivados”.

Escolhas

As listas dos furacões de cada ano são organizadas em ordem alfabética, alternando nomes masculinos e femininos. E os nomes de tempestades são diferentes para cada região. As listas são recicladas a cada seis anos, o que significa que, em 2023, Harvey ou Irma podem aparecer novamente.

A atual temporada de furacões e tempestades no Atlântico, que começou em junho de 2017, já passou por Arlene, Bret, Cindy, Don, Emily, Franklin, Gert e Harvey até chegar a Irma, Jose e Katia – duas tempestades que se tornaram furacões e chegam à região logo em seguida.

Nomes de furacões que causaram grandes tragédias são retirados e não voltam a ser usados, para que não haja confusão. Assim, não haverá outro furacão Katrina, como o da tragédia de Nova Orleans em 2005.

 

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