Comitiva de Uganda visita cafeicultura do Espírito Santo

Foto: Divulgação

Uma comitiva de Uganda, da África, visitou o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) a fim de conhecer a cafeicultura capixaba e as tecnologias desenvolvidas pelo Instituto

Estavam presentes o Ministro de Agricultura, Indústria Animal e Pesca de Uganda, Vincent Ssempijja, o diretor de desenvolvimento do Ministério da Agricultura de Uganda, Kamugisha Apollo Tugume, e o diretor Emmanuel Iyamulemye Niyibigira. O grupo foi recepcionado pelo secretário de Estado da Agricultura, Octaciano Neto, pelo diretor-técnico do Incaper, Mauro Rossoni, e por pesquisadores do instituto.

A visita marcou o início de uma discussão a respeito de um termo de cooperação técnica entre o Espírito Santo e o país africano para o desenvolvimento de pesquisas relacionadas à cafeicultura, com o objetivo de ampliar a produtividade cafeeira de Uganda.

Na ocasião, a delegação africana explicou que o setor cafeeiro é muito estratégico para o governo de Uganda. “O café representou 20% das nossas exportações no ano de 2015 e é o setor que mais emprega pessoas no país. Somos o 4º maior produtor de café robusta do mundo, o 2º maior da África e o 8º maior produtor mundial de café. Nossa produção foi de 4 milhões de sacas em 2015/2016 e temos o objetivo de triplicar esse número. Por isso viemos conhecer a cafeicultura capixaba. Em torno de 70% dos plantios de café no país são velhos e de baixa produtividade”, explicou Kamugisha Apollo Tugume.

O secretário Octaciano Neto agradeceu a visita da comitiva de Uganda e destacou a importância do intercâmbio. “A troca de experiência faz com que sejamos competitivos no mercado global. A informação precisa ser compartilhada entre os produtores, assim como uma comitiva capixaba fez ao ir ao Vietnã conhecer a produção daquele país. O Espírito Santo é uma referência de produção, tecnologia e pesquisa para o café”, destacou Octaciano.

O pesquisador do Incaper e coordenador estadual de cafeicultura, Romário Gava Ferrão, apresentou as principais tecnologias desenvolvidas pelo Instituto que possibilitaram o incremento de produtividade nas lavouras cafeeiras capixabas em um período de 20 anos. “As tecnologias desenvolvidas pelo Incaper, que incluem variedades melhoradas, elevaram a produtividade, a qualidade e a sustentabilidade do parque cafeeiro, possibilitando que a cultura do café mantivesse sua elevada importância social e econômica para o Espírito Santo”, disse o pesquisador.

Projeção da cafeicultura capixaba

Segundo o diretor-técnico do Incaper, Mauro Rossoni Júnior, o Instituto é uma referência internacional na produção do café Conilon, mundialmente conhecido como Robusta, e a vinda de várias comitivas confirma essa informação. “Trocamos experiências e estamos abertos a transferir esse conhecimento e desenvolver não só nosso Estado e nosso país, mas o mundo da cafeicultura como um todo. Por termos esse Know-how, somos responsáveis por esse compartilhamento de informações com outras nações”, informou Mauro.

As visitas internacionais são frequentes no Incaper. Nos últimos anos, a cafeicultura capixaba recebeu cinco visitas técnicas internacionais de países como Uganda, Tanzânia, México, Malásia e Estados Unidos.

Programação da comitiva

A comitiva de Uganda, após a recepção na Sede do Incaper, em Vitória, seguiu para a Fazenda Experimental de Marilândia a fim de conhecer o trabalho de pesquisa em Conilon desenvolvido pelo Instituto.

Os visitantes conhecerão lá os sistemas de produção e organização de cafeicultores nas regiões produtoras de Conilon do Estado. Também estão previstas visitas aos jardins clonais da Cooabriel, em São Gabriel da Palha, e à propriedade do cafeicultor Bento Ventorim, em São Domingos do Norte, que tornou-se referência na produção de café Conilon no Estado pela adoção das tecnologias desenvolvidas e recomendadas pelo Incaper, que garantem uma produção mais sustentável e de qualidade.

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